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CBB não renova e Ênio Vecchi deixa comando da seleção feminina

Com menos de um ano para o começo para o começo dos Jogos Olímpicos de Londres, a Seleção Brasileira de Basquete terá uma mudança de rumo. O treinador Ênio Vecchi não teve seu contrato renovado com a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) e irá deixar o comando técnico da equipe.

A CBB informou em um comunicado oficial na tarde desta quinta-feira que uma reunião com o treinador acabou não gerando a sequência de trabalho de Vecchi. O assistente técnico Urubatan Paccini é outro que também deixa o trabalho com as meninas brasileiras.

A justificativa oficial da CBB para a troca é que há um "realinhamento do projeto pensando no continuidade do trabalho de base realizado até agora e para 2016 (Olimpíadas)".

Vecchi tinha contrato até o dia 31 de dezembro. No período em que comandou o time brasileiro, o treinador venceu o Pré-Olímpico com muita tranquilidade e conquistou a vaga para Londres 2012. Contudo, no Pan-Americano, o Brasil decepcionou e foi eliminado por Porto Rico ainda na semifinal.

Espanha domina indicações ao prêmio de melhor jogador europeu

A Espanha tem o melhores jogadores de basquete da Europa. Pelo menos na eleição dos mais valiosos em 2011. Em eleição organizada pela Fiba (Federação Internacional de basquete), os espanhóis são maioria na eleição do melhor jogador europeu desta temporada.

A Fiba selecionou dez jogadores com atuações destacadas durante o ano. A Espanha dominou a lista com três indicações. Juan Carlos Navarro, e os irmãos Pau e Marc Gasol fazem parte da seleção que tem voto pelo site oficial da entidade.

O trio comandou a Espanha ao título do Campeonato Europeu realizado em setembro. Navarro foi eleito o melhor atleta da competição enquanto Pau Gasol foi um dos cestinhas. Marc contou com o ótimo desempenho na NBA.

Além da Espanha, apenas a França conseguiu colocar mais do que um jogador na eleição. Os franceses Tony Parker e Nicolas Batum também são candidatos ao prêmio do basquete europeu.

Apesar das chances múltiplas de Espanha e França, o troféu pode acabar na Alemanha. Campeão e melhor jogador das finais da NBA com o Dallas Mavericks, o alemão Dirk Nowitzki surge como um dos favoritos ao prêmio.

Confira os indicados
Nicolas Batum
Dimitris Diamantidis
Pau Gasol
Marc Gasol
Andrei Kirilenko
Bo McCalebb
Juan Carlos Navarro
Dirk Nowitzki
Tony Parker
Dusko Savanovic

Basquete é lembrado com prêmios pelo Comitê Olímpico Brasileiro

A vaga olímpica e a quebra do jejum de 16 anos sem participações em Jogos Olímpicos ainda geram frutos para a seleção brasileira de basquete. O treinador Ruben Magnano e o armador Marcelinho Huertas foram escolhidos, respectivamente, melhor treinador e melhor jogador de basquete pelo COB (Comitê Olímpico de Basquete).

Principal jogador da seleção vice-campeã no Pré-Olímpico realizado em Mar Del Plata, Huertas foi eleito como o principal atleta brasileiro da modalidade em 2011. Além da boa campanha na Copa América, o armador foi destaque no Campeonato Europeu pelo Caja Laboral antes de se transferir para o Barcelona.

"Sinto uma alegria muito grande", disse Huertas em entrevista ao site oficial da Fiba (Federação Internacional de Basquete). "É um grande prêmio no contexto brasileiro e poucos possuem a oportunidade de ganhar. Entrar para este seleto grupo me deixa muito feliz".

O prêmio recebido por Magnano foi ainda mais importante pois ele estrapolou os limites apenas do basquete. O argentino que comanda a seleção, foi eleito como o principal treinador do Brasil em 2011.

"Estou muito contente por receber esse prêmio no Brasil", disse o argentino. "É um sonho esse reconhecimento mesmo fora do meu país. Espero colaborar ainda mais com o basquete brasileiro".

Nenê Hilário é apontado pela NBA como principal agente-livre da temporada

O brasileiro Nenê Hilário é um dos destaques deste período pré-temporada na NBA. O pivô que defendeu os Denver Nuggets é cotado pelo site oficial da liga profissional de basquete dos EUA como o principal jogador sem contrato para a disputa do campeonato 2011/12.

A NBA produziu em seu site uma lista com dez jogadores sem contrato garantido para a próxima temporada. A ideia é chamar a atenção para os atletas que mais vão movimentar o mercado antes do começo do campeonato 2011/12, marcado para o próximo dia 25 de dezembro.

<!--more-->A liga profissional de basquete dos EUA marcou para o próximo dia nove de dezembro a abertura do mercado. Os jogadores já podem negociar com os clubes desde o começo do mês. Contudo, só poderão oficializar novos vínculos no final desta semana.

Nenê foi lembrado pela NBA por "ter números decentes no garrafão". O jogador ainda teve exaltada a sua experiência em playoffs. Na publicação no site oficial, o jogador é citado como alguém que quer deixar "sem hesitação" o time por onde atuou desde a sua chegada ao campeonato.

Nenê superou outros destaques da liga. Eleito melhor agente-livre, o brasileiro deixou para trás bons nomes como David West, Marc Gasol e o atual campeão Tyson Chandler.

Splitter acerta volta à Espanha e jogará pelo Valencia

Tiago Splitter voltará a jogar no basqute espanhol. O jogador brasileiro que ainda possui contrato com o San Antonio Spurs chegou a um acerto para defender o Valencia no período em que as atividades na NBA permanecerem suspensas.

Splitter esteve em rumores de um possível acerto com o Unicaja Málaga. Contudo, o pivô anunciou nesta quarta-feira que chegou a um acordo para atuar com o Valencia por uma temporada. O contrato tem uma cláusula que permite ao jogador retornar para os EUA quando o locaute terminar.

Splitter voltará ao país onde fez maior sucesso em sua carreira. O pivô jogou no basquete espanhol por nove anos e se despediu da Liga ACB com o prêmio de melhor do campeonato em 2010 antes de sua transferência para o San Antonio.

Splitter deve viajar para a Espanha ainda nesta semana. O jogador estava nos EUA desde o término da participação brasileira no Pré-Olímpico de Mar Del Plata na Argentina. Em solo norte-americano, o pivô iniciou de forma individual um programa de treinamentos para a próxima temporada.

Magnano observará jogos de Leandrinho no NBB

A preparação para os Jogos Olímpicos de Londres em 2012 ainda não começou para o basquete brasileiro. Pelo menos não na escolha dos nomes que irão representar o país. O treinador Ruben Magnano revelou que ainda está planejando a montagem do grupo e irá aproveitar o começo do NBB para observar alguns atletas, entre eles Leandrinho Barbosa.

"Eu não comecei a fazer isso ainda", disse Magnano em entrevista ao site oficial da Fiba (Federação Internacional de Basquete) quando perguntado sobre a escolha dos jogadores. "Nós precisamos fazer a avaliação pessoal de todos os jogadores".

Em entrevistas anteriores, Magnano havia dito que não excluiu as possibilidades nenhum jogador em representar a seleção. Mesmo os atletas que ficaram fora da disputa do Pré-Olímpico de Mar Del Plata possuem chance de estar em Londres na próxima temporada, segundo o treinador.

Leandrinho Barbosa é um deles. O jogador que ainda tem contrato com o Toronto Raptors está no Flamengo enquanto a NBA segue com as atividades paralisadas. Fora da seleção no torneio que classificou o time comandado por Magnano para Londres, o jogador será avaliado pelo treinador na disputa do NBB.

"Eu ainda não vi o Leandro jogar", disse Magnano. "Vou aproveitar o começo da liga para poder ir ver os jogos. Se ele está jogando é por que a sua mão já está melhor".

Magnano também falou sobre como a seleção irá se preparar. O treinador não quis dar nomes, mas afirmou que o time comandado por ele deve procurar as melhores equipes para disputar amistosos de preparação para Londres.

"Mãoa Santas" de Oscar Schmidt são imortalizadas pelo Corinthians

Oscar é homenageado no Corinthians (Gazeta Press)
Imortalizadas. É assim que as "Mãos Santas" de Oscar Schmidt estão na história do Corinthians. O maior pontuador (extra-oficial) recebeu uma homenagem do time paulista na manhã deste sábado e marcou sua mão na Calçada da Fama no memorial do clube.

Em uma cerimônia pequena para pouco mais de 50 pessoas, Oscar foi homenageado pelo clube onde jogou dois anos já no final da carreira. Após o Corinthians, o craque se transeferiu para o Flamengo onde abandonou o esporte em 2003.

"Aprendi a gostar do Corinthians", disse Oscar durante a homenagem. "Eu era santista, mas o Santos fez muito pouco pelo basquete. Virei a casaca aqui. Aqui é o clube onde doei dois anos da minha vida de forma muito intensa. Fomos campeões brasileiros".

Oscar cravou a disputa do Pan-Americano de Indianapolis como a sua vitória mais marcante. O jogador afirmou que não troca a vitória sobre os EUA em solo norte-americano "por nenhuma outra".

Oscar pediu para que outros clubes sigam a iniciativa corintiana e façam homenagens para outros atletas. O craque afirmou que é "deprimente ver um jogador que se sacrificou pelo esporte, pelos clubes e pela seleção brasileira cair no esquecimento".

Sobre a situação atual do basquete brasileiro, Oscar afirmou que há varios jogadores com condição para receber homenagens deste tipo no futuro. O jogador citou Marcelinho Huertas, Marcelinho Machado, Alex Garcia e Tiago Splitter como possíveis ídolos.

Com tranquilidade, Brasil bate a Argentina e conquista vaga para Londres 2012

O basquete brasileiro estará completo nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012. Isso por que a seleção feminina venceu a Argentina por 74 a 33 em Neiva na Colombia em partida válida pela Copa América e assegurou a vaga para a competição internacional que será realizada na próxima temporada.

Com muita tranquilidade, o time comandado por Enio Vecchi confirmou o favoritismo e conquistou o Pré-Olímpico feminino. Sem dificuldade, a seleção brasileira dominou as argentinas desde o começo da decisão quando venceu o primeiro quarto por 16 a 4.

O segundo período também foi amplamente dominado pelas brasileiras. Com boa atuação coletiva, a equipe ampliou a vantagem para 22 pontos já no intervalo: 33 a 11.

O segundo tempo começou com o Brasil dando show. O ataque brasileiro teve a sua maior efetividade no terceiro período quando marcou 26 pontos. A defesa seguiu funcionando e sofreu apenas oito. Nos dez minutos finais já com a vaga e o título assegurados, Enio Vecchi ainda manteve as reservas boa parte do tempo em quadra.

A pivô Érika de Souza foi o grande nome do Brasil na partida. A jogadora que atua na liga profissional norte-americana foi a cestinha da equipe com 13 pontos. Pelo lado da Argentina, a melhor foi Erica Sanchez com 12.

Em duelo de Érikas, Brasil pega Argentina por vaga em Londres

Brasil e Argentina terão mais um episódio da imensa rivalidade que movimenta a América do Sul. Desta vez será no basquete. As duas seleções se enfrentam na noite deste sábado em Neiva na Colômbia em uma partida que vale vaga para os Jogos Olímpicos de Londres 2012.

Tanto Brasil como Argentina chegaram à decisão da Copa América com campanhas invictas. O time brasileiro passou com tranquilidade por Paraguai, México, Canadá e Jamaica antes de bater Cuba na semifinal. Já as hermanas levaram a melhor nas partidas diante de Chile, Porto Rico, Cuba, Colômbia e Canadá.

O duelo deste sábado acontece às 22h15 no horário de Brasília. E o Lance Livre fez um levantamento dos principais pontos da disputa. Confira

Ataque: O Brasil tem o melhor ataque do Pré-olímpico disputado em Neiva na Colômbia. O time comandado por Enio Vecchi já marcou 400 pontos nos cinco jogos que fez até o momento na competição. Embora ocupem a segunda colocação na lista dos ataques mais positivos, as "hermanas" possuem média bastante inferior às brasileiras: 80 a 67,6.

Defesa: A defesa brasileira também sofreu bem menos do que a argentina na competição. Nos cinco jogos anteriores à final, o Brasil cedeu em média 47,4 pontos. Já as rivais da decisão em Neiva permitiram 54,8 pontos às adversárias.

Rebotes: Outra estatística em que o Brasil leva vantagem contra a Argentina neste Pré-Olímpico feminino de basquete é a de rebotes. O time brasileiro tem se dado melhor na briga no garrafão. Comandado pela pivô Érika, a equipe treinada por Vecchi agarra em média 36,8 rebotes (segunda melhor marca do torneio) por partida contra 35,8 das hermanas (terceira melhores).

Arremessos de longa distância: Se há algo em que o Brasil realmente precisa se preocupar para conquistar a vaga nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012 é com a pontaria das argentinas. O time argentino lidera a estatística de bolas de três pontos convertidas por partida. São sete em média contra 5,6 das brasileiras que aparecem na terceira colocação.

Duelo de Érikas: O Brasil tem como principal nome na competição a pivô Érika de Souza. A jogadora que atua na WNBA (Liga de basquete profissional dos EUA) tem média de 16,8 pontos por jogo. Ela ainda colabora com 6,4 rebotes. Pelo lado da Argentina a principal arma ofensiva também atende por Érica. A ala-pivô argentina tem média de 14,8 pontos.

Contra Argentina, seleção feminina de basquete busca vaga para Londres 2012

O Brasil está a apenas um passo de colocar também a seleção feminina de basquete nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. A seleção brasileira comandada por Enio Vecchi venceu Cuba e encara neste sábado a Argentina na decisão da Copa América. Quem vencer garante um lugar no principal evento esportivo do mundo que acontecerá no ano que vem.

Em um jogo de duas defesas muito fortes, o Brasil venceu Cuba por 66 a 53 em partida válida pela Copa América realizada em Neiva na Colômbia. Um pouco antes na partida preliminar, as argentinas já haviam superado a seleção do Canadá em partida bastante equilibrada para também se garantir na decisão.

Para conseguir um lugar na decisão do Pré-olímpico, o Brasil contou com boa atuação de Adrianinha. A jogadora ficou bem perto de conseguir anotar um triplo-duplo. A atleta pegou 13 rebotes e ainda distribuiu 12 assistências, mas anotou apenas nove pontos. A principal cestinha brasileira foi a pivô Érika com 20 pontos.

Assim como aconteceu no torneio masculino, Brasil e Argentina vão fazer a decisão da Copa América. No entanto, o duelo deste sábado que acontece às 22h15 do horário de Brasília valerá muito mais do que a final dos homens. Isso por que apenas as campeãs do Pré-olímpico se garantem em Londres.

Em busca do tetra no Pan, Magnano convoca oito que estiveram em Mar Del Plata

Ruben Magnano já começou a preparação para a disputa dos Jogos Olímpicos de Londres 2012. O treinador argentino que comanda a seleção brasileira de basquete convocou nesta terça-feira um grupo com 12 jogadores para a disputa do Pan-americano de Guadalajara. O time brasileiro busca o quarto título seguido na competição.

Dos convocados por Magnano, foram chamados oito atletas que fizeram parte da campanha brasileira no Pré-Olímpico de Mar Del Plata. O grupoquebrou um jejum de 15 anos sem participações em Olimpíadas. Marcelinho Machado, Alex Garcia, Tiago Splitter, Guilherme Giovannoni, Nezinho, Benite e Caio Torres foram convocados.

Além da base que foi vice-campeã das Américas, Magnano completou o grupo com um trio que disputou o Mundial sub19. Davi Rosseto, Bruno Irigoyen e Cristiano Felício foram convocados pelo argentino. O pivô Murilo Becker do São José completa a lista.

O Brasil está no Grupo B da competição juntamente com República Dominicana, Uruguai e Estados Unidos. Na outra chave estão Canadá, México, Porto Rico e Argentina. O time brasileiro busca o quarto título consecutivo na competição. A equipe foi medalha de ouro em Winnipeg-99, Santo Domingo-2003 e Rio-2007 além de ter ficado no local mais alto do pódio em Cáli-71 e Indianápolis-87.

Confira os convocados:

Marcelo Machado – Ala-armador – Flamengo (RJ)
Nezinho – Armador – Brasília (DF)
Murilo Becker – Pivô – São José (SP)
Bruno Irigoyen – Ala – Minas Tênis Clube (MG)
Vitor Benite – Ala-armador – Limeira (SP)
Davi Rosseto de Oliveira – Armador – Pinheiros (SP)
Alex Garcia – Ala - Brasília (DF)
Cristiano Felicio – Pivô – Minas Tênis Clube (MG)
Guilherme Giovannoni – Ala-pivô – Brasília (DF)
Caio Torres – Pivô – Flamengo (RJ)
José Roberto Nardi Duarte – Ala-armador – Paulistano (SP)
Tiago Splitter – Pivô – San Antonio Spurs (EUA)

Huertas chega ao Barcelona e realiza primeiros treinos

Huertas, à direita, treinando pelo Barcelona (Divulgação)
A nova vida de Marcelinho Huertas já começou. Após a conquista da vaga olímpica na Copa América realizada em Mar Del Plata, o armador brasileiro inicou a preparação para a próxima temporada. O jogador participou pela primeira vez das atividades de sua nova equipe, o Barcelona.

A primeira aparição de Huertas nos treinos do Barcelona ganhou destaque no site oficial da equipe catalã. Além do brasileiro, o australiano Joe Ingles que retorna ao time também foi introduzido ao elenco do atual campeão espanhol.

"Estou muito feliz e espero que essa possa ser a minha casa por muitos anos", disse Huertas ao site oficial da equipe. "Espero também que a adaptação seja a mais rápida possível para que eu possa ajudar o time".

Marcelinho acertou a sua ida ao Barcelona ainda na fase de preparação para o Pré-Olímpico. O jogador assinou um contrato para ficar quatro temporadas com o time catalão.

Atuando pelo Caja Laboral, Huertas teve média de 10,3 pontos e 5,5 assistências por partida na última edição da Euroliga, principal torneio de clubes na Europa.

Magnano não descarta Leandrinho e Nenê para Londres

Leandrinho Barbosa e Nenê Hilário não foram descartados pela seleção brasileira de basquete. A dupla que pediu dispensa da disputa do Pré-Olímpico pode participar das Olimpíadas de Londres 2012. Isso por que o treinador Ruben Magnano fará uma reavaliação antes de convocar o grupo que participará da competição no ano que vem.

Em entrevista ao canal SporTv, Magnano preferiu fugir do assunto quando perguntado sobre a possibilidade de convocar os jogadores do Toronto Raptors e do Denver Nuggets. O técnico da seleção brasileira de basquete disse que fará uma nova avaliação do grupo e quer jogadores comprometidos com a equipe.

"Nenhum nome está acima da seleção nacional", disse o argentino na entrevista. "Ainda falta um ano, ou digamos, dez meses para a Olimpíada. Neste período vou fazer uma avaliação e pesquisarei sobre novas performances para a equipe. Daí vou realizar a convocação e bolar o plano de trabalho. Farei o que será necessário".

Magnano mostrou otimismo na manutenção do grupo mesmo no caso da convocação da dupla. Para o argentino, o elenco "não ficará rachado" uma vez que todos estão comprometidos: "acho que eles sabem muito bem o que é a seleção e não vão levar nada para o lado pessoal".

Com Magnano, o Brasil conseguiu voltar aos Jogos Olímpicos após 16 anos de jejum. Leandrinho alegou uma lesão para não participar do Pré-Olímpico de Mar Del Plata. Já Nenê afirmou "problemas pessoais e contratuais" para não fazer parte do grupo que ficou com o vice-campeonato na Argentina.

Brasil derrota República Dominicana e garante vaga em Londres


Brasileiros celebram fim do jejum de 16 anos sem Olimpíadas (AFP)

O basquete masculino do Brasil está de volta aos Jogos Olímpicos! Após 16 anos e 14 dias, a Seleção Brasileira, com a vitória de 83 a 76 sobre a República Dominicana, se classificou às Olimpíadas, em Londres, no ano que vem. O time de Rubén Magnano decide o título do Pré-Olímpico das Américas amanhã, contra a Argentina, que bateu Porto Rico por dois pontos na outra semifinal.

A República Dominicana, responsável pela única derrota brasileira no torneio até o momento, já tinha vaga garantida no Pré-Olímpico Mundial, a ser disputado no ano que vem. Além dela, a Venezuela, bem como Porto Rico, serão os outros representantes do continente americano na disputa.

A última vez que o Brasil havia se classificado aos Jogos Olímpicos foi em 27 de agosto de 1995, exatamente na Argentina, no Pré-Olímpico daquele ano. O Brasil, que havia perdido para os donos da casa na semifinal, derrotou o Canadá na disputa pelo terceiro lugar e carimbou a passagem para Atlanta. Londres será a 14ª participação brasileira em Olimpíadas.

Em um jogo nervoso do início ao fim, o Brasil sofreu, mas conseguiu vencer os três primeiros quartos por pouco e empatar o último. Prova do sofrimento da equipe brasileira frente à forte seleção dominicana foram os dois atletas Rafael Hettsheimer e Guilherme Giovannoni, excluídos da partida com cinco faltas. Marquinhos e Tiago Splitter terminaram com quatro.

(foto José Jiménéz © PHOTO FIBA AMERICAS)
Com cinco cestas de três pontos, o cestinha brasileiro foi Marcelinho Machado, com 20 pontos, além de ter distribuído quatro assistências. Logo atrás veio Marcelinho Huertas, com 19 pontos e sete assistências. Hettsheimer também pontuou em duplos-dígitos, com 14 pontos e mais oito rebotes. Pela Dominicana, a dupla de garrafão Al Horford e Jack Martinez foi o destaque, com 18 pontos cada.

O primeiro tempo foi de grande nervosismo de ambas as equipes, pressionadas pelo resultado. O Brasil se mostrou sensivelmente melhor no primeiro quarto, que contou com baixa pontuação. Ao fim, com um lance livre de Hettsheimer, o Brasil conseguiu terminar à frente por 18 a 17.

No segundo quarto, os dominicanos, contando com seus pivôs, chegou a passar à frente no marcador, mas o Brasil, com cestas de três de Marcelinho e Marquinhos, retomou a ponta. O ala do Flamengo, inclusive, fez a última cesta do quarto, que teve vitória brasileira por 21 a 19, deixando o marcador em 39 a 36 na ida aos vestiários.

Foi no terceiro quarto que o Brasil mostrou seu maior domínio na partida. Com a grande apresentação coletiva, a equipe foi capaz de abrir, em certos momentos, a confortável vantagem na casa dos dez pontos. Com Splitter sendo poupado para o último quarto - acumulava três faltas -, Hettsheimer foi o destaque do Brasil no período, encarando a perigosa dupla de garrafão dominicana. Pesou para os caribenhos o fato de seus atletas de perímetros não conseguirem superar o forte perímetro brasileiro, especialmente os bons marcadores Alex e Marquinhos.

(foto José Jiménéz © PHOTO FIBA AMERICAS)
No último quarto, no qual o Brasil começou com a vantagem de sete pontos, a República Dominicana teve de correr atrás. Com uma apresentação monstruosa de Martinez no quarto, a classificação brasileira se viu ameaçada em alguns momentos, inclusive quando os dominicanos perdiam por apenas quatro pontos, nos minutos finais. Hettsheimer e Giovannoni, na tentativa de parar Martinez, cometeram a quinta falta. Mas o Brasil, comandado pelo inspirado Huertas, conseguiu gastar o relógio nos minutos finais e garantir a vantagem na linha do lance livre.

Amanhã, às 21h15, o Brasil enfrenta os donos da casa, para a decisão da medalha de ouro do torneio. Em caso de vitória brasileira, será o sétimo título brasileiro da Copa América, entre Pré-Olímpico e Pré-Mundial. Se os "hermanos" vencerem, será apenas a segunda medalha de ouro do país em Copas América. A disputa da medalha de bronze acontece mais cedo, às 19h, entre Porto Rico e República Dominicana.

Lance Livre Entrevista: Olivinha

Olivinha tenta cesta para o Pinheiros (Divulgação)
O Pinheiros bateu na trave na temporada passada. A equipe brigou na parte de cima da tabelas, mas acabou ficando sem títulos. Contudo, a falta de conquistas não foi capaz de tirar o ânimo de Carlos Olivinha. O jogador planeja um bom futuro para a equipe paulista nos próximos campeonatos e almeja um lugar na seleção brasileira.

Olivinha foi o principal reboteiro do último NBB. O jogador liderou a estatística com folga e comandou o Pinheiros ao terceiro lugar no campeonato nacional. Mas o pivô quer mais. Em entrevista ao Lance Livre, ele elogiou a estrutura da equipe e a colocou entre as favoritas para a próxima temporada do basquete brasileiro.

Olivinha também fez uma análise da situação do basquete brasileiro. O jogador acredita no fortalecimento da liga nacional e pediu para que as equipes busquem maneiras de contar com atletas como Leandrinho Barbosa que assinou com o Flamengo. O pivô também elogiou a seleção brasileira e o trabalho feito pelo treinador Ruben Magnano e afirma que espera por uma oportunidade na equipe.

Confira o bate bola de Olivinha com o Lance Livre

Pivô coloca Pinheiros entre as equipes favoritas para 2011/12 (Divulgação)
Como você vê a situação do basquete brasileiro?
Vejo o basquete brasileiro em um bom momento. Crescendo bastante, com uma liga que esta ficando cada vez mais forte e atraindo cada vez mais a atenção do publico e da mídia. Então acho que o basquete esta começando a se reestruturar e espero que possa voltar à posição de segundo esporte favorito no Brasil.

O NBB está indo para a sua quarta temporada e 12 equipes já estão confirmadas. Você acredita que as equipes conseguindo se manter por algumas temporadas é o caminho para a reestruturação do basquete brasileiro?
Sem dúvida nenhuma. É bastante importante a continuidade das equipes para termos um campeonato forte, para conseguirmos identidade com a cidade das equipes. É importante também a chegada de mais equipes. Isso proporciona mais jogadores empregados, mais equipes disputando o campeonato. Isso só faz com que o campeonato cresça e a visibilidade do esporte cresça também.

Quem serão os favoritos para o próximo campeonato na sua visão?
Acho que Brasília, Pinheiros, Flamengo, Franca, Limeira. Essa temporada tem bastante equipes com chance de titulo e com um bom elenco. Resta saber como vai ser dentro de quadra.

Olivinha em ação com a camisa do Pinheiros (Divulgação)
Como você vê a estrutura oferecida pelo Pinheiros e o planejamento da equipe para o próximo ano?
Estrutura fenomenal do Pinheiros. O clube oferece ao atleta tudo do bom e do melhor, não falta nada. Aqui no Brasil, o único clube que chega perto do Pinheiros é o Minas. Nossa equipe foi montada para ir atrás de títulos. No ano passado batemos na trave em todos os campeonatos que disputamos e esse ano temos um elenco muito bom, com condição de brigar de igual para igual com todo mundo.

Você acredita que o Pinheiros e outras equipes brasileiras deveriam buscar parceiros para atrair jogadores da NBA durante o locaute, como o Flamengo fez com o Leandrinho?
Acho que sim. Seria um atrativo a mais para o campeonato. Jogadores como esses chamam bastante atenção da imprensa e de empresas que podem investir na imagem desses atletas. Seria muito bom para liga.

Você fez uma boa temporada passada e chegou a estar entre os mais votados para o prêmio de craque da galera. Você planeja um campeonato ainda melhor em 2011/12?
Com certeza. Planejo trabalhar cada vez mais dur, para estar novamente entre os indicados ao prêmio, mas o mais importante é trabalhar para ajudar o Pinheiros a conquistar títulos.

Olivinha foi o jogador que mais pegou rebotes na última temporada do NBB (Divulgação)




Você acredita que tem espaço para atuar na seleção brasileira?
A seleção brasileira é o sonho de qualquer jogador e eu trabalho sempre pensando nisso. Seria o maior orgulho estar representando o país. Vou continuar fazendo o meu trabalho e torcendo para que o meu nome seja lembrado na próxima convocação.

Como você viu o desempenho da seleção brasileira no Pré-Olímpico de Mar Del Plata?
A seleção fez um excelente Pré-olímpico. Está cada vez mais com a cara do Magnano. Ele esta implantando a filosofia dele e a equipe esta correspondendo dentro de quadra, fazendo uma defesa forte, com uma boa rotação ofensiva.

Ter um treinador argentino e a tentativa de naturalização de jogadores é um bom caminho para a volta da seleção aos jogos olímpicos?
Creio que se for pra melhorar, vale tudo. O Magnano tem um currículo invejável e sabe o caminho das pedras. Está fazendo um trabalho excelente à frente da seleção, então acho que é um bom caminho. E não vejo problemas na naturalização.

Quem são os seus ídolos no esporte e também no basquete?
Meu irmão Olivia que foi quem me incentivou a jogar. Gostava de ver bastante o Dennis Rodman. A energia que ele colocava no jogo e o tempo de rebote que ele tinha eram incríveis.

O que te inspira antes de uma partida?
Gosto bastante de escutar musica antes do jogo, um rock bem alto pra entrar bem elétrico no jogo, com bastante energia.

O que o Brasil precisa corrigir para superar os dominicanos e conseguir vaga em Londres

O dia para o basquete brasileiro quebrar o jejum de participação em Jogos Olímpicos chegou. Após 15 anos de ausência no principal evento esportivo do planeta, o time que já foi bicampeão mundial pode retornar para a elite do esporte. Para isso, precisa vencer neste sábado às 19h de Brasília a República Dominicana pelo Pré-Olímpico de Mar Del Plata.

O Brasil à semifinal chega embalado. Após as vitórias sobre Argentina e Porto Rico, o time comandado pelo treinador Ruben Magnano fechou a segunda fase com a melhor campanha entre todas as equipes na disputa. A seleção brasileira venceu sete dos oito jogos que fez em Mar Del Plata.

Na disputa da vaga na final e consequentemente o passaporte para Londres 2012, o Brasil terá pela frente justamente o único rival que foi capaz de superá-lo. O time dominicano venceu o confronto com os brasileiros por 79 a 74 ainda na primeira fase.

Veja o que o Brasil precisa apagar daquele duelo para conseguir a vaga olímpica

ERROS DE MARCELINHO HUERTAS
Para vencer a República Dominicana neste sábado, o Brasil precisará da atuação inspirada do armador Marcelinho Huertas, algo que não aconteceu no primeiro encontro. O jogador recém contratado pelo Barcelona abusou dos erros e foi o destaque negativo na derrota por 79 a 74.

Responsável pela armação das jogadas brasileiras, Huertas é o jogador que passa mais tempo com a bola nas mãos. No entanto, o jogador entregou aos dominicanos muitos dos ataques do Brasil. Foram dez erros cometidos pelo atleta. Número mais alto cometido por ele na competição.

Para se ter uma dimensão do número elevado, Huertas cometeu dez erros e todos os outros jogadores brasileiros somados perderam cinco posses de bola (nenhum deles duas vezes). Os dominicanos também perderam 15 jogadas por erros. Jack Michael Martinez foi quem mais se embaralhou com a bola: quatro vezes.

BOM DESEMPENHO DE AL HORFORD
Al Horford mostrou na partida contra o Brasil por que é um dos principais jogadores do Pré-Olímpico das Américas. O jogador do Atlanta Hawks foi decisivo para o time dominicano no único revés brasileiro na competição que classifica duas equipes para os Jogos Olímpicos de Londres 2012.

O time comandado pro Magnano sofreu com o poder ofensivo de Horford. O jogador foi o cestinha da partida. Foram 22 pontos para o pivô. O atleta dominicano foi bastante ativo na partida. Ele arremessou 21 vezes contra a tabela brasileira e ainda colaborou com cinco rebotes.

O foco ofensivo dos dominicanos deve ser Horford novamente. O jogador é o cestinha da equipe com 18,6 pontos de média no torneio. Ele é o terceiro colocado entre os cestinhas em Mar Del Plata.

FORÇAR ARREMESSOS DE LONGA DISTÂNCIA
O Brasil tem bons jogadores para conseguir arremessos de três pontos e esse pode ser um fator decisivo para a conquista da vaga para Londres. No entanto, se o time comandado por Magnano repetir o pobre desempenho que teve no primeiro embate contra os dominicanos a situação ficará complicada.

O Brasil é a equipe que tem a maior média de acerto em bolas de três pontos. São 8,9 por partida neste Pré-Olímpico de Mar Del Plata. Em aproveitamento, o time é o terceiro (40,3%). Contudo, os dominicanos limitaram os brasileiros a apenas 23% no primeiro confronto. Foram 22 tiros e apenas cinco bolas convertidas.

Quem mais errou foi Guilherme Giovannoni. O ala-pivô do Brasília mandou para fora da cesta todos os cinco arremessos. Alex Garcia também não conseguiu ser produtivo: quatro chutes e todos sem direção.

LIBERDADE PARA FRANCISCO GARCIA ARREMESSAR
Se o Brasil não conseguiu um bom desempenho nos tiros longos, o mesmo não se pode dizer da República Dominicana no confronto entre ambos. Comandado por Francisco Garcia, o time dominicano conseguiu fazer uma boa partida nos arremessos de três pontos.

Foram oito acertos em 13 tentativas (61%) dos dominicanos em arremessos de trás da linha dos três. A equipe ficou acima das suas médias de acerto (6,8) e também de aproveitamento (31,2%).

O grande responsável foi o ala Garcia. O jogador converteu quatro das suas cinco tentativas de arremessos de três pontos. Doze dos 14 tentos anotados por ele vieram neste tipo de arremesso.

Brasil passa fácil por Porto Rico e termina quartas-de-final na liderança

(foto Marcelo Endelli © PHOTO FIBA AMERICAS)
O Brasil fechou sua participação nas quartas-de-final do Pré-Olímpico das Américas com uma sonora vitória sobre Porto Rico, por 94 a 72, e confirmou a primeira colocação geral nesta fase. A Seleção não encontrou dificuldade alguma durante o jogo, podendo poupar seus titulares no último quarto. Com campanha de seis vitórias e apenas uma derrota, o Brasil termina em primeiro lugar e se prepara para enfrentar a República Dominicana na semifinal, a ser realizada no sábado.

Marquinhos foi o cestinha da partida, registrando 18 pontos. Tiago Splitter veio logo atrás, com 17, e Vítor Benite marcou 11. Guilherme Giovannoni também pontuou em duplos-dígitos, anotando dez pontos. Por Porto Rico, se destacaram Angel Alamo e Renaldo Balkman, com 15 pontos cada.

Agora, o Brasil precisa de apenas uma vitória e para se classificar aos Jgos Olímpicos de Londres. Se acontecer, será a primeira vez que a seleção masculina joga uma Olimpíada desde 1996. O adversário de sábado foi o responsável pela única derrota brasileira no torneio (relembre clicando aqui), ainda na primeira fase.

A decisiva partida que definirá o destino da Seleção Brasileira na corrida por Londres acontece às 21h15 do sábado, na seqüencia da partida entre Argentina e Porto Rico, que definirá o outro classificado direto à Olimpíada.

O jogo

O primeiro tempo foi um verdadeiro passeio brasileiro. Com domínio absoluto, a Seleção não teve problemas para abrir uma enorme vantagem, jogando bem na defesa e no ataque. Após um início equilibrado, o forte ritmo ofensivo da equipe de Magnano, pautado pelos contra-ataques rápidos, fez com que o Brasil alcançasse uma confortável vantagem. Após dez minutos jogados, o placar apontava 29 a 15 para o Brasil.

No segundo quarto, fazendo a usual mescla entre reservas e titulares, o Brasil conseguiu ampliar sua vantagem, mas viu Porto Rico equilibrar as ações. Os alas brasileiros, principais armas do time, calibraram os arremessos de três no quarto e a defesa conseguiu conter Carlos Arroyo e José Juan Barea, dupla de armadores da NBA do time portorriquenho. Outro jogador da liga americana, Balkman, protagonizou um discussão com seu treinador, Flor Melendez. Ele foi sacado antes do fim do quarto e, ainda batendo boca com o técnico, não retornou à quadra. Fazendo 18 a 15 no segundo período, o Brasil conseguiu ir para os vestiários com a vantagem de 17 pontos, 47 a 30 apontava o placar.

Ao contrário do que se poderia pensar, o Brasil não tirou o pé no terceiro quarto e conseguiu nova imponente vitória, registrando 30 a 19 no período. Contribuiu para isso a própria seleção de Porto Rico, que não demonstrou muito interesse em recuperar-se na partida, preferindo poupar-se para a partida de sábado. Ao fim do quarto, o placar anotava 77 a 49 para os brasileiros, já definindo os rumos da partida.

Com o jogo encaminhado, o último quarto, vencido pelos portorriquenhos por 23 a 17, contou com a presença da maioria dos reservas de ambos os times e uma baixa disputa até o apito final.

Heróico, Brasil surpreende e derrota a Argentina

(foto José Jiménéz © PHOTO FIBA AMERICAS)

Surpreendendo a todos, o Brasil enfrentou a dona da casa, Argentina, e conseguiu uma vitória por 73 a 71, ficando agora a uma vitória apenas, no sábado, de se classificar aos Jogos Olímpicos de Londres. Os dois times já entraram em quadra classificados à fase de semifinal.

O grande destaque da Seleção foi o pivô Rafael Hettsheimer, dono de 19 pontos, oito rebotes, dois roubos essenciais e um toco. O pivô mostrou personalidade desde o primeiro tempo, substituindo Tiago Splitter, que teve problemas de falta.

Além dele, Marcelinho Huertas, Guilherme Giovannoni e Marquinhos também pontuaram em duplos-dígitos, com 17, 13 e 12 pontos cada, respectivamente. Pela Argentina, o grande destaque foi Luis Scola, que registrou um duplo-duplo, com 24 pontos e 11 rebotes.

Agora, o Brasil tem a campanha de cinco vitórias e apenas uma derrota, idêntica à da Argentina. Ainda na dependência de outros resultados, o Brasil pode terminar as quartas-de-final na liderança, evitando, assim, um novo confronto contra os "hermanos" antes da final, no domingo. Se chegar até lá, o Brasil já estará com a vaga em Londres assegurada.

Amanhã a Seleção enfrenta Porto Rico, um provável adversário para a semifinal, às 20h30. A Argentina, por sua vez, enfrenta a República Dominicana, às 18h.

O jogo

O primeiro quarto foi de muitos erros de ambas as equipes. Logo na bola ao alto, Andrés Nocioni torceu forte o tornozelo direito e deixou a partida. O time brasileiro começou jogando melhor, mas sempre com a Argentina em curta distância de pontos. Entre faltas de ataque e erros de arremessos, o Brasil conseguiu terminar o período com a vantagem de 19 a 17 no placar.

Aproveitando-se do mau momento dos argentinos nos arremessos, o Brasil começou o segundo quarto ampliando sua vantagem para 23 a 17. Os portenhos executaram muitos arremessos de quadra nos primeiros cinco minutos, mas a bola insistia em não cair. Na seqüência, em um jogo corrido e sem faltas, os dois times passaram a arremessar mais, porém, a bola passou a não cair de forma alguma.

Hettsheimer, um leão na partida, pega um de seus rebotes (foto José Jiménéz © PHOTO FIBA AMERICAS)
Nos minutos finais, empurrada por sua torcida, a Argentina conseguiu passar à frente pela primeira vez desde o primeiro quarto, quando chegou a 26 a 25 com lances livres de Scola. Os insistentes erros de arremesso continuaram e o quarto terminou com o baixo placar de 11 a 8 para os donos da casa, 28 a 27 na soma dos dois períodos.

O Brasil começou o segundo tempo de maneira fulminante. Aplicando uma forte defesa, os brasileiros fizeram 13 a 4 nos primeiros quatro minutos do período, com uma bela apresentação de Hettsheimer. Além de acertar bons arremessos no ataque, ele conseguiu duas roubadas de bola que resultaram em quatro pontos de contra-ataque. A vantagem brasileira chegou à casa dos dez pontos.

Hettsheimer continuou fazendo a diferença na segunda metade do quarto. Sem Splitter desde o primeiro minuto de jogo, o pivô impôs sua presença no garrafão, tanto no ataque, quanto na defesa. Ele terminou o quarto com 13 pontos. Ao fim do período, o Brasil passou à frente, com 53 a 47 no marcador.

A partir daí, começou a perseguição "gato e rato" da Argentina. Jogando de maneira inteligente, o Brasil conseguiu pontuar e, também, manter a calma quando a Argentina pontuava. Hettsheimer e Huertas continuavam fazendo cestas em momentos chave, que freavam as reações argentinas. Scola, cestinha da partida com 24 pontos, cometeu a quinta falta e foi excluído da partida com menos de dois minutos para o fim. No minuto final, os dois times trocaram bolas de três, que deixaram o placar em 66 a 64. Mas o Brasil, competente na linha do lance livre, conseguiu garantir a vitória nos segundos finais.

Para Splitter, time argentino joga como uma ópera

Splitter (de branco) briga pela posse de bola (Divulgação)

Tiago Splitter está encantado com o basquete apresentado pela Argentina até o momento no Pré-Olímpico de Mar Del Plata. O pivô brasileiro que joga no San Antonio Spurs comparou o estilo de jogo do rival do Brasil nesta quarta-feira a um espetáculo de ópera.

Top 5: O que o Brasil precisa fazer para bater a Argentina no Pré-Olímpico

O Brasil terá na noite desta quarta-feira o rival mais complicado na briga por uma das duas vagas olímpicas. O time comandado por Ruben Magnano irá jogar contra a Argentina às 18h de Brasília pelo Pré-Olímpico realizado em Mar Del Plata.

A Argentina está invicta na competição continental. A "geração de ouro", como tem sido chamada pela torcida, venceu todas as seis partidas que fez no Pré-Olímpico. Apenas Porto Rico conseguiu criar dificuldades para os argentinos. No entanto, os anfitriões venceram por 81 a 74.

Para conquistar uma das duas vagas nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, os argentinos contam com força máxima. Manu Ginobili, Carlos Delfino, Andres Nocioni, Luis Scola e Fabricio Oberto (todos da NBA) fazem parte do elenco. Os experientes armadores Pablo Prigioni e Pepe Sanchez também estão dando sua colaboração.

No entanto, o time argentino não é imbatível. Como disse o treinador argentino Ruben Magnano que comanda o Brasil, "a Argentina não é o Dream Team". Mesmo sendo favoritos, os hermanos podem ser superados.

Confira cinco formas de parar os argentinos

LIMITAR SCOLA E GINOBILI
Se o Brasil quiser complicar a vida da Argentina na partida desta quarta-feira, o bom trabalho defensivo será fundamental. E a defesa brasileira deve concentrar seus esforços nos dois principais nomes do time argentino. Luis Scola e Manu Ginobili têm confirmado a condição de melhores jogadores da equipe.

Scola é o cestinha do time na competição. O ala-pivô tem média de 17,7 pontos nas seis partidas que disputou no Pré-Olímpico. Apenas Al Horford da República Dominicana e Vasquez Rodrigues da Venezuela fizeram mais pontos do que o argentino. O craque do Houston Rockets tem o ótimo aproveitamento de 53,8% de acerto nos arremessos tentados.

Se Scola é o jogador que mais tem colaborado com pontos, Ginobili é o que possui a melhor condição técnica. Além de ser o sexto que mais anotou pontos no campeonato (16,0), o craque do San Antonio Spurs ainda aparece destacadamente nas estatísticas de aproveitamento de lance livre e dos tiros de três pontos.

MARCAÇÃO NOS TIROS LONGOS
Outra chave para a vitória brasileira contra os argentinos em Mar Del Plata será a boa marcação nos arremessos de longa distância. A Argentina possui três jogadores entre os dez que mais acertaram bolas de três pontos.

O armador Pablo Prigioni já conseguiu acertas 15 bolas de trás da linha dos três. Ele divide a primeira colocação nesta estatística com o dominicano Francisco Garcia. Andrés Nocioni é o terceiro com 13 acertos. O outro argentino que aparece na lista dos dez melhores é Manu Ginobili. O jogador já cravou 12 tiros de longa distância. É o sétimo melhor.

No aproveitamento dos tiros, os argentinos também possuem três entre os melhores. Prigioni conseguiu 15 acertos em 22 tentativas (68,2%) para ser o melhor do Pré-Olímpico até o momento. Nocioni é quarto (52%) e Ginobili é o décimo (44,4%).

Com isso, a Argentina lidera as estatísticas dos arremessos longos. Os anfitriões do torneio possuem média de 9,2 tiros certeiros de três pontos e ocupa a primeira posição. Em média de acerto das tentativas, os argentinos também ocupam o primeiro lugar com 43,3%.

CUIDADO NA ARMAÇÃO DAS JOGADAS
Os armadores brasileiros terão uma missão complicada pela frente nesta quarta-feira. Marcelinho Huertas, Marcelinho Machado, Alex Garcia, Vitor Benite e Marquinhos Souza - jogadores que passam mais tempo com a bola nas mãos - encontrarão uma defesa bastante agressiva.

A Argentina conseguiu 61 roubadas de bola até o momento na competição. A equipe é a que mais conseguiu tomar bola dos adversários. O Brasil, mesmo com a melhora na defesa, conseguiu apenas 39. Porto Rico bateu a carteira dos rivais em 45 oportunidades. Já a República Dominicana realizou 40.

Ginobili é o argentino que mais vezes conseguiu bater a carteira dos adversários. Foram 11 roubadas de bola para o jogador do San Antonio. Outro destaque neste fundamento é Carlos Delfino. O atleta do Milwaukee Bucks tomou a bola dos rivais em dez jogadas.

SUCESSO NO JOGO COLETIVO
Se a Argentina veio para o Pré-Olímpico com força máxima, o mesmo não se pode dizer do Brasil. O time comandado pelo treinador Ruben Magnano não conta com três de seus quatro jogadores na NBA. Sem Nenê Hilário, Leandrinho Barbosa e Anderson Varejão, o time brasileiro tem feito uma divisão nos papéis de protagonismo.

O Brasil não tem ninguém na lista dos dez jogadores que mais anotaram pontos. O time brasileiro possui apenas três jogadores com média acima de dez pontos por partida. No entanto, a equipe já chegou a ter o quinteto titular com médias de dois dígitos em pontuação.

Atualmente, o time brasileiro tem como principal pontuador o ala-pivô Guilherme Giovannoni com 12,8 pontos. Marcelinho Huertas (10,7) e Alex Garcia (10,3) aparecem na sequência. No entanto, outros cinco possuem desempenho bem próximo aos dez pontos de média por jogo.

ATUAÇÃO INSPIRADA DE TIAGO SPLITTER
Com as ausências de Nenê Hilário, Leandrinho Barbosa e Anderson Varejão o Brasil ficou com apenas um jogador da NBA em seu elenco. Único brasileiro no basquete norte-americano, Tiago Spliiter apareceu como possível principal nome da equipe que busca quebrar um jejum de 16 anos sem participação nos Jogos Olímpicos. Algo que não aconteceu até o momento.

Splitter ainda não conseguiu fazer uma grande partida no Pré-Olímpico de Mar Del Plata. O pivô do San Antonio Spurs é apenas o quarto do grupo brasileiro que mais colabora anotando pontos: 9,0 de média por partida.

Na briga dentro do garrafão, Splitter tem conseguido ter destaque. O jogador tem média de 7,5 rebotes por partida. O pivô é o quinto nesta estatística.