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Basquete é lembrado com prêmios pelo Comitê Olímpico Brasileiro

A vaga olímpica e a quebra do jejum de 16 anos sem participações em Jogos Olímpicos ainda geram frutos para a seleção brasileira de basquete. O treinador Ruben Magnano e o armador Marcelinho Huertas foram escolhidos, respectivamente, melhor treinador e melhor jogador de basquete pelo COB (Comitê Olímpico de Basquete).

Principal jogador da seleção vice-campeã no Pré-Olímpico realizado em Mar Del Plata, Huertas foi eleito como o principal atleta brasileiro da modalidade em 2011. Além da boa campanha na Copa América, o armador foi destaque no Campeonato Europeu pelo Caja Laboral antes de se transferir para o Barcelona.

"Sinto uma alegria muito grande", disse Huertas em entrevista ao site oficial da Fiba (Federação Internacional de Basquete). "É um grande prêmio no contexto brasileiro e poucos possuem a oportunidade de ganhar. Entrar para este seleto grupo me deixa muito feliz".

O prêmio recebido por Magnano foi ainda mais importante pois ele estrapolou os limites apenas do basquete. O argentino que comanda a seleção, foi eleito como o principal treinador do Brasil em 2011.

"Estou muito contente por receber esse prêmio no Brasil", disse o argentino. "É um sonho esse reconhecimento mesmo fora do meu país. Espero colaborar ainda mais com o basquete brasileiro".

Com tranquilidade, Brasil bate a Argentina e conquista vaga para Londres 2012

O basquete brasileiro estará completo nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012. Isso por que a seleção feminina venceu a Argentina por 74 a 33 em Neiva na Colombia em partida válida pela Copa América e assegurou a vaga para a competição internacional que será realizada na próxima temporada.

Com muita tranquilidade, o time comandado por Enio Vecchi confirmou o favoritismo e conquistou o Pré-Olímpico feminino. Sem dificuldade, a seleção brasileira dominou as argentinas desde o começo da decisão quando venceu o primeiro quarto por 16 a 4.

O segundo período também foi amplamente dominado pelas brasileiras. Com boa atuação coletiva, a equipe ampliou a vantagem para 22 pontos já no intervalo: 33 a 11.

O segundo tempo começou com o Brasil dando show. O ataque brasileiro teve a sua maior efetividade no terceiro período quando marcou 26 pontos. A defesa seguiu funcionando e sofreu apenas oito. Nos dez minutos finais já com a vaga e o título assegurados, Enio Vecchi ainda manteve as reservas boa parte do tempo em quadra.

A pivô Érika de Souza foi o grande nome do Brasil na partida. A jogadora que atua na liga profissional norte-americana foi a cestinha da equipe com 13 pontos. Pelo lado da Argentina, a melhor foi Erica Sanchez com 12.

Em duelo de Érikas, Brasil pega Argentina por vaga em Londres

Brasil e Argentina terão mais um episódio da imensa rivalidade que movimenta a América do Sul. Desta vez será no basquete. As duas seleções se enfrentam na noite deste sábado em Neiva na Colômbia em uma partida que vale vaga para os Jogos Olímpicos de Londres 2012.

Tanto Brasil como Argentina chegaram à decisão da Copa América com campanhas invictas. O time brasileiro passou com tranquilidade por Paraguai, México, Canadá e Jamaica antes de bater Cuba na semifinal. Já as hermanas levaram a melhor nas partidas diante de Chile, Porto Rico, Cuba, Colômbia e Canadá.

O duelo deste sábado acontece às 22h15 no horário de Brasília. E o Lance Livre fez um levantamento dos principais pontos da disputa. Confira

Ataque: O Brasil tem o melhor ataque do Pré-olímpico disputado em Neiva na Colômbia. O time comandado por Enio Vecchi já marcou 400 pontos nos cinco jogos que fez até o momento na competição. Embora ocupem a segunda colocação na lista dos ataques mais positivos, as "hermanas" possuem média bastante inferior às brasileiras: 80 a 67,6.

Defesa: A defesa brasileira também sofreu bem menos do que a argentina na competição. Nos cinco jogos anteriores à final, o Brasil cedeu em média 47,4 pontos. Já as rivais da decisão em Neiva permitiram 54,8 pontos às adversárias.

Rebotes: Outra estatística em que o Brasil leva vantagem contra a Argentina neste Pré-Olímpico feminino de basquete é a de rebotes. O time brasileiro tem se dado melhor na briga no garrafão. Comandado pela pivô Érika, a equipe treinada por Vecchi agarra em média 36,8 rebotes (segunda melhor marca do torneio) por partida contra 35,8 das hermanas (terceira melhores).

Arremessos de longa distância: Se há algo em que o Brasil realmente precisa se preocupar para conquistar a vaga nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012 é com a pontaria das argentinas. O time argentino lidera a estatística de bolas de três pontos convertidas por partida. São sete em média contra 5,6 das brasileiras que aparecem na terceira colocação.

Duelo de Érikas: O Brasil tem como principal nome na competição a pivô Érika de Souza. A jogadora que atua na WNBA (Liga de basquete profissional dos EUA) tem média de 16,8 pontos por jogo. Ela ainda colabora com 6,4 rebotes. Pelo lado da Argentina a principal arma ofensiva também atende por Érica. A ala-pivô argentina tem média de 14,8 pontos.

Contra Argentina, seleção feminina de basquete busca vaga para Londres 2012

O Brasil está a apenas um passo de colocar também a seleção feminina de basquete nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. A seleção brasileira comandada por Enio Vecchi venceu Cuba e encara neste sábado a Argentina na decisão da Copa América. Quem vencer garante um lugar no principal evento esportivo do mundo que acontecerá no ano que vem.

Em um jogo de duas defesas muito fortes, o Brasil venceu Cuba por 66 a 53 em partida válida pela Copa América realizada em Neiva na Colômbia. Um pouco antes na partida preliminar, as argentinas já haviam superado a seleção do Canadá em partida bastante equilibrada para também se garantir na decisão.

Para conseguir um lugar na decisão do Pré-olímpico, o Brasil contou com boa atuação de Adrianinha. A jogadora ficou bem perto de conseguir anotar um triplo-duplo. A atleta pegou 13 rebotes e ainda distribuiu 12 assistências, mas anotou apenas nove pontos. A principal cestinha brasileira foi a pivô Érika com 20 pontos.

Assim como aconteceu no torneio masculino, Brasil e Argentina vão fazer a decisão da Copa América. No entanto, o duelo deste sábado que acontece às 22h15 do horário de Brasília valerá muito mais do que a final dos homens. Isso por que apenas as campeãs do Pré-olímpico se garantem em Londres.

Cansado, Dirk Nowitzki não tem planos de atuar fora dos EUA

Dirk Nowitzki havia dito que tomaria uma decisão sobre seu futuro apenas após a disputa do Campeonato Europeu de seleções. E este momento chegou. O alemão do Dallas Mavericks finalmente falou sobre a possibilidade de atuar fora dos EUA durante a greve patronal. E o melhor jogador das finais da NBA não parece muito interessado na ideia. O ala-pivô campeão com o time texano está planejando descansar.

"Eu vou ficar um pouco afastado (do basquete)", disse Dirk em entrevista ao site norte-americano ESPN. "Eu vou ter um pouco de descanso merecido que eu não tive antes. Esse é o meu plano".

O alemão disse que irá esperar algumas semanas antes de considerar a possibilidade de atuar fora dos EUA. Dirk revelou que fará uma análise de como o locaute estará antes de "procurar um emprego no exterior".

Dirk foi até o final da temporada passada na NBA quando conquistou o inédito título com o Dallas. Após pouco tempo de recuperação, o alemão iniciou os preparativos para tentar ajudar a sua seleção a conquistar uma vaga para os Jogos Olímpicos de Londres. Não funcionou. O time de Nowitzki foi eliminado ainda na segunda fase e nem sequer disputará a repescagem mundial.

Dirk assumiu a culpa pela campanha fraca da Alemanha no torneio realizado na Lituânia. O alemão revelou que não estava em sua melhor forma, mas admitiu que seria muito difícil para os alemães brigar por uma medalha no Campeonato Europeu.

A campanha abaixo do esperado não fez o alemão pensar em aposentadoria da seleção. No entanto, Dirk disse que ficará dois anos afastados da equipe nacional.

Espanha bate a França e conquista o bicampeonato europeu

A Espanha é campeã europeia novamente. A seleção espanhola de basquete mostrou a sua força mais uma vez e confirmou o domínio continental com uma vitória por 95 a 82 sobre a França e garantiu o bicampeonato do Eurobasket que foi realizado na Lituânia.

A Espanha entrou em quadra em Kaunas na tarde deste domingo com a responsabilidade de defender o título conquistado em 2009 quando o Campeonato Europeu foi disputado na Polônia. Os espanhóis não decepcionaram. Com mais uma grande atuação da dupla formada por Juan Carlos Navarro e Pau Gasol, a seleção espanhola dominou os franceses em boa parte do jogo.

Navarro foi o cestinha do jogo com 27 pontos. Gasol colaborou com um "double-double". Foram 17 pontos e dez rebotes anotados pelo pivô que atua pelo Los Angeles Lakers. Com a atuação, a dupla apagou o brilho de Tony Parker. O armador francês foi o principal nome de sua equipe com 26 pontos, mas não evitou a derrota na decisão.

Com a conquista, a Espanha levantou o troféu do Campeonato Europeu apenas pela segunda vez em sua história. Já a França segue sem nunca ter ficado com o título do torneio continental.

O jogo

A Espanha começou melhor a partida. Com bom aproveitamento nas ações ofensivas, o time espanhol dominou as ações no primeiro período. No entanto, o bom desempenho de Tony Parker manteve a França perto no placar. Os dez minutos iniciais terminaram com os espanhóis vencendo por 25 a 20.



O panorama permaneceu o mesmo no segundo período. Com um trabalho coletivo mais apurado, a Espanha venceu também o segundo quarto. Com o placar de 25 a 21 na parcial, os espanhóis foram para o intervalo com nove pontos de vantagem.

Logo no começo do segundo tempo a Espanha conseguiu ampliar a vantagem para 12 pontos. O time espanhol passou a controlar as posses de bola para gastar o relógio. Forçando ataques, os franceses foram novamente dominados no terceiro período que acabou com mais uma vitória por 25 a 21 para a equipe da península ibérica.

Em desvantagem de 13 pontos nos dez minutos finais, os franceses passaram a forçar os ataques. A agressividade do time francês equilibrou as ações no quarto período. No entanto, não foi suficiente para incomodar a tranquilidade dos espanhóis. Navarro e Gasol apareceram para controlar o jogo para a Espanha e garantir o título.

Confira: Raio-X da decisão do Eurobasket

França e Espanha vão decidir o Eurobasket disputado na Lituânia. As duas seleções garantiram a vaga nos Jogos Olímpicos de Londres 2012 com vitórias sobre Rússia e Macedônia, respectivamente, e agora vão dar o último passo no torneio continental. As equipes se enfrentarão neste domingo em Kaunas na Lituânia.

De um lado estará uma geração que consolida o domínio europeu. Atual campeã, a Espanha chega à sua terceira final consecutiva mais uma vez amparada pelo bom desempenho de Pau Gasol. Ao lado do irmão Marc e do armador Juan Carlos Navarro, a equipe tenta o segundo título do Eurobasket.

Do outro lado, a Espanha terá pela frente um rival que procura recolocar o país nas primeiras posições. Comandada por Tony Parker, a França volta à final do Eurobasket pela primeira vez desde 1949. A equipe jamais conseguiu vencer o torneio continental.

Confira os detalhes das equipes

Gasol em ação com a camisa da Espanha (Divulgação)
ESPANHA
Ranking Fiba:
Colocação no último Eurobasket:
Melhor colocação no Eurobasket: 1º (2009)
Campanha: Nove vitórias e uma derrota
Quinteto titular: José Calderón, Juan Carlos Navarro, Rudy Fernandez, Marc Gasol, Pau Gasol
Treinador: Sergio Scariolo
Destaque: Pau Gasol com médias de 20,4 pontos e 8,1 rebotes
Ponto forte: O jogo espanhol tem se apresentado muito forte no garrafão. A dupla de irmãos Pau e Marc Gasol tem dominado a briga pelos rebotes e ajudado a Espanha a ter muitas segundas chances no ataque. Por conta disso, a seleção tem a ótima média de 83,9 pontos por partida.
Curiosidade: A chegada à final consolida o domínio europeu dessa geração espanhola. É a terceira vez consecutiva que a Espanha chega à decisão do Eurobasket. Há dois anos atrás a equipe foi campeã pela primeira vez.

Parker tenta jogada para a França (Divulgação)
FRANÇA
Ranking Fiba: 14º
Colocação no último Eurobasket:
Melhor colocação no Eurobasket: 2º (1949)
Campanha: Nove vitórias e uma derrota
Quinteto titular: Tony Parker, Nicolas Batum, Boris Diaw, Florent Pietrus, Joakim Noah
Treinador: Vincent Collet
Destaque: Tony Parker com médias de 21,7 pontos e 4,3 assistências
Ponto forte: Comandado por Parker, a França é uma equipe que tem aproveitado bem os seus ataques. A seleção francesa tem aproveitamento de 48,7% das investidas ofensivas (apenas a Lituânia fez melhor). O armador do San Antonio Spurs é o grande responsável pelo bom desempenho. Entre os atletas na fase final, o jogador é o que possui a média mais elevada de pontos.
Curiosidade: A França está novamente na final após 62 anos. A última vez que os franceses fizeram a final do Eurobasket foi em 1949. A seleção jamais levantou o troféu de campeã do torneio continental.

França quebra invencibilidade russa e se garante em Londres

Após 62 anos a França está novamente na decisão do Campeonato Europeu de basquete. Com mais uma grande atuação do armador Tony Parker, a equipe francesa venceu a Rússia por 79 a 71 na tarde desta sexta-feira. O resultado garantiu a vaga dos francêss na final do torneio continental e também nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012.

A Rússia entrou na semifinal desta sexta-feira como a única equipe que ainda não havia amargado nenhuma derrota sequer. No entanto, os russos não resistiram aos 22 pontos anotados por Parker em Kaunas na Lituânia.

Comandado pelo armador do San Antonio Spurs, a França dominou todo o confronto embora ele tenha sido bastante equilibrado. Os franceses venceram o primeiro quarto por 17 a 16. Com o triunfo por 22 a 18 no segundo período, a seleção francesa foi para o intervalo com 39 a 34 no marcador.

O segundo tempo começou com as defesas atuando bem. A França aproveitou o fraco desempenho do ataque russo para ampliar a vantagem para oito pontos antes dos dez minutos finais. Andrei Kirilenko ainda tentou comandar uma reação para a Rússia no período decisivo, mas o equilíbrio determinou o triunfo francês.

Com a vitória, a França volta a disputar uma final. A última vez que a equipe decidiu o título europeu foi em 1949 quando foi superada pelo Egito. Caso fique com o troféu neste domingo, será a primeira vez que o time francês conquistará o Eurobasket.

Espanha vence Macedônia e brigará por bicampeonato europeu

A Espanha é a primeira finalista do Eurobasket 2011 realizado na Lituânia. Com atuações espetaculares de Juan Carlos Navarro e Pau Gasol, o time espanhol levou a melhor sobre a Macedônia por 92 a 80 na manhã desta sexta-feira. O resultado, além de colocar o time da península ibérica na decisão do torneio continental, carimba o passaporte da equipe para os Jogos Olímpicos de Londres 2012.

Navarro e Gasol brilharam para colocar a Espanha novamente na briga por uma medalha olímpica. O primeiro foi o cestinha do jogo com 35 pontos. Já o craque do Los Angeles Lakers dominou o garrafão. Foram 22 pontos e 17 rebotes para o pivô.

Além da boa atuação da dupla, a Espanha contou com ótimo desempenho no garrafão. Os espanhóis pegaram 47 rebotes contra apenas 32 dos macedônios para dominar grande parte do duelo desta sexta. Apenas no segundo período é que a Macedônia conseguiu incomodar. A equipe venceu a parcial por 27 a 18 para se recuperar dos dez minutos iniciais e ir para o intervalo com 45 a 44.

O ataque espanhol voltou a falar mais alto no segundo tempo. Navarro apareceu para comandar a equipe que dominou amplamente a parcial. Com nove pontos de vantagem para os dez minutos finais, a Espanha apostou na boa defesa e no controle da posse de bola para se garantir na final.

Atual campeã, a Espanha fará, no domingo, a terceira final seguida no Eurobasket. Vencedora na Polônia em 2009, a seleção espanhola busca o segundo título da competição continental. A equipe aguarda o adversário da decisão. O desafiante sai do confronto entre França e Rússia.

França vira sobre a Grécia e está na semifinal do Eurobasket

A França se juntou à Espanha e Macedônia no grupo das quatro melhores seleções da Europa. Em uma partida bastante equilibrada, os franceses contaram com bom desempenho de suas principais estrelas para vencer a Grécia por 64 a 56 e garantir um lugar na semifinal do Eurobasket 2011 realizado na Lituânia.

Para conseguir a vaga, os franceses contaram com a atuação inspirada de Tony Parker. O armador do San Antonio Spurs foi o cestinha da França com 18 pontos e cinco rebotes. Outro bom destaque foi Nicolas Batum com 15. Pelos gregos, o melhor foi Ioannis Bourousis com 17.

A Grécia dominou grande parte do jogo desta quinta-feira. Os gregos venceram o primeiro quarto por 17 a 14 amparados por um bom trabalho defensivo e pela boa atuação do pivô     Ioannis Bourousis. O panorama persistiu no segundo período e os franceses foram para o intervalo em desvantagem de quatro pontos: 31 a 27.

Com as duas defesas trabalhando muito forte, o terceiro período foi de poucos pontos. Os franceses conseguiram vencer uma parcial pela primeira vez no jogo, mas seguiram atrás no marcador. Contudo, a virada veio nos dez minutos finais. Parker apareceu para colocar a França em vantagem já na reta decisiva. Os gregos sentiram e passaram a forçar jogadas, sem sucesso.

Nos últimos segundos, os gregos ainda tentaram para o relógio utilizando as faltas, mas não deu certo. O bom aproveitamento de 81% dos franceses na linha de lance livre assegurou o triunfo.

Foi a oitava vitória da França no Eurobasket. A equipe amargou apenas um revés. A derrota foi para a Espanha no fechamento da segunda fase quando os franceses pouparam Parker e Joakim Noah.

Agora os franceses aguardam o vencedor de Rússia e Sérvia para saber quem será o rival na briga por um lugar na final.

Magnano não descarta Leandrinho e Nenê para Londres

Leandrinho Barbosa e Nenê Hilário não foram descartados pela seleção brasileira de basquete. A dupla que pediu dispensa da disputa do Pré-Olímpico pode participar das Olimpíadas de Londres 2012. Isso por que o treinador Ruben Magnano fará uma reavaliação antes de convocar o grupo que participará da competição no ano que vem.

Em entrevista ao canal SporTv, Magnano preferiu fugir do assunto quando perguntado sobre a possibilidade de convocar os jogadores do Toronto Raptors e do Denver Nuggets. O técnico da seleção brasileira de basquete disse que fará uma nova avaliação do grupo e quer jogadores comprometidos com a equipe.

"Nenhum nome está acima da seleção nacional", disse o argentino na entrevista. "Ainda falta um ano, ou digamos, dez meses para a Olimpíada. Neste período vou fazer uma avaliação e pesquisarei sobre novas performances para a equipe. Daí vou realizar a convocação e bolar o plano de trabalho. Farei o que será necessário".

Magnano mostrou otimismo na manutenção do grupo mesmo no caso da convocação da dupla. Para o argentino, o elenco "não ficará rachado" uma vez que todos estão comprometidos: "acho que eles sabem muito bem o que é a seleção e não vão levar nada para o lado pessoal".

Com Magnano, o Brasil conseguiu voltar aos Jogos Olímpicos após 16 anos de jejum. Leandrinho alegou uma lesão para não participar do Pré-Olímpico de Mar Del Plata. Já Nenê afirmou "problemas pessoais e contratuais" para não fazer parte do grupo que ficou com o vice-campeonato na Argentina.

Espanha bate Eslovênia e se garante na semi do Eurobasket

Navarro tenta cesta para a Espanha (divulgação)
A Espanha deu, nesta quarta-feira, um passo importante na busca pelo título europeu e na briga por uma das vagas nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Com autoridade, o time espanhol dominou e venceu a Eslovênia por 86 a 64 para assegurar um lugar na semifinal do Pré-Olímpico realizado na Lituânia.

Para conquistar um lugar na semifinal, a Espanha contou com grande atuação de Pau Gasol. O pivô do Los Angeles Lakers anotou 19 pontos e pegou 16 rebotes. No entanto, o cestinha da partida foi Juan Carlos Navarro. O jogador colaborou com 26 pontos.

Para conseguir o triunfo, a Espanha precisou superar um começo ruim. A Eslovênia venceu o primeiro quarto por 23 a 16. Contudo, o time espanhol melhorou na defesa e permitiu apenas oito pontos aos rivais no segundo período para conseguir a virada.

No segundo tempo o que funcionou para a Espanha foi o ataque. Com 36 pontos no terceiro quarto, a equipe definiu a classificação. Os eslovenos até venceram o período final, mas não foi o suficiente.

Foi a terceira vitória seguida da Espanha na competição. O próximo conronto dos espanhóis é contra a Macedônia na sexta-feira (16/09).

MACEDÔNIA PASSA PELA LITUÂNIA
Se a Espanha chegou à semifinal após uma vitória tranquila, o mesmo não se pode dizer da Macedônia. Em duelo decidido apenas na última posse de bola, os macedônios calaram ginásio Kaunas Arena na Lituânia ao bater os donos da casa por 67 a 65 na tarde desta quarta-feira para conseguir um lugar entre os quatro melhores da Europa.

Para vencer, os macedônios contaram mais uma vez com grande atuação de Bo McCalebb. O cestinha da equipe no campeonato foi mais uma vez o maior pontuador da partida. Foram 23 pontos na vitória contra os lituanos. Pelo lado da Lituânia, a boa atuação, os 13 pontos e os seis rebotes de Robertas Javtokas não foram suficientes para evitar a eliminação.

Além da boa atuação de McCalebb, a Macedônia precisou fazer um bom segundo tempo para vencer. Embora o jogo tenha sido equilibrado na primeira metade, a Lituânia esteve à frente no marcador boa parte do tempo e foi para o intervalo com 34 a 30 no placar. O terceiro e o quarto período também tiveram os donos da casa no controle, mas o macedônios conseguiram a virada nos segundos finais.

A Lituânia entrou com vantagem no minuto final, mas abusou das faltas. Os macedônios aproveitaram para conseguir a virada faltando 11 segundos para o encerramento da partida. Os lituanos ainda tiveram a chance de levar o jogo pra prorrogação, mas falharam no ataque.

Com o triunfo, a Macedônia se recupera do revés sofrido diante a Rússia no fechamento da segunda fase. Os macedônios venceram sete partidas em nove disputadas no Pré-Olímpico. Agora a equipe encara a Espanha na semifinal da competição.

Scola e Ginobili confirmam presença em Londres 2012

Ginobili em ação pela Argentina (divulgação)
A Argentina contará com seus principais nomes nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Campeões do Pré-Olímpico disputado em Mar Del Plata, Manu Ginobili e Luis Scola confirmaram presença no grupo que brigará por mais uma medalha para coroar o que os argentinos chamam de "Geração de Ouro".

"Tudo o que nós temos feito é para participar dos Jogos Olímpicos", disse Ginobili em entrevista ao site da Fiba (Federação Internacional de Basquete). "Será o nosso terceiro. Depois disso, quem sabe?".

Scola seguiu a mesma linha do companheiro de seleção argentina. No entanto, o jogador do Houston Rockets afirmou que "tem sido cada vez mais complicado" fazer a preparação para participar de torneios representando o país.

"A cada ano está mais difícil", disse Scola também ao site da Fiba. "As dificuldades físicas e mentais tornam os nossos objetivos ainda mais complicados do que anteriormente".

Ginobili e Scola são fundamentais para o bom desempenho argentino em Londres. A dupla somou média de 37,2 pontos no Pré-Olímpico (15,8 para Ginobili e 21,4 para Scola). A participação dos jogadores no total feito pela seleção foi de 44%.

Se Scola e Ginobili estarão em Londres no próximo ano, o mesmo não se pode dizer de Juan Ignacio Sánchez. O experiente armador anunciou a sua aposentadoria da seleção argentina por considerar que a equipe "precisa de sangue jovem".

Fase quartas de final do Campeonato Europeu começa nesta quarta

O Campeonato Europeu de basquete está chegando ao seu momento decisivo. Das 24 seleções que começaram a disputa pelo título continental e das duas vagas nos Jogos Olímpicos de Londres 2012 restam apenas oito. Quatro partidas serão disputadas nesta quarta-feira pela fase quartas de final do torneio do "Velho Continente".

Confira os confrontos

RÚSSIA X SÉRVIA
A Rússia entra como favorita para o confronto com a Sérvia pela fase quartas de final do Campeonato Europeu pela campanha que fez até o momento. Com oito vitórias, os russos são a única equipe ainda invicta na competição.

Se seleção russa passou com tranquilidade pelos grupos anteriores, o mesmo não se pode dizer da Sérvia. A equipe amargou uma série de três derrotas seguidas antes de bater a Turquia e conquistar sua vaga apenas com a quarta colocação do Grupo F.

A principal arma dos russos tem sido Andray Kirilenko. O jogador lidera a equipe em pontos (13,9) e rebotes (5,8). Pelo lado dos sérvios, o destaque tem sido o pivô Nenad Krstic com 15,9 pontos de média.

ESPANHA X ESLOVÊNIA
Se a Rússia é favorita contra a Sérvia por conta da campanha, o mesmo pode se aplicar aos espanhóis na partida diante da Eslovênia. A Espanha venceu sete dos oito jogos que fez para terminar o Grupo E com a primeira posição após uma importante vitória sobre a França.

Enquanto isso a Eslovênia amargou três derrotas e venceu apenas duas na segunda fase. A classificação com a quarta posição do Grupo F veio apenas após o triunfo contra a já eliminada Finlândia.

Para derrubar o favoritismo espanhol, a Eslovênia tem como principal arma ofensiva Erazem Lorbek com 11,9 pontos de média. No entanto, o pivô não terá vida fácil no garrafão. O jogador terá pela frente os irmãos Gasol. Pau é o cestinha com 20,4 pontos enquanto Marc pega em média 7,4 rebotes.

MACEDONIA X LITUÂNIA
Lituânia e Macedônia possuem tudo para fazer um duelo bastante equilibrado. No entanto, a seleção macedônia chega com uma campanha melhor na segunda fase. Os lituanos avançaram com a terceira colocação no grupo E enquanto os macedônios foram os terceiros na chave F.

Apostando no jogo coletivo, os lituanos conquistaram seis vitórias até o momento. Contudo, não conseguiram triunfos diante dos favoritos Espanha e França. Já a Macedônia foi surpreendida por Montenegro na estreia, mas conseguiu uma série de seis triunfos seguidos que acabou na partida contra a Rússia.

Se quiser seguir viva na briga por uma das vagas em Londres, os lituanos terão que tomar cuidado com Bo McCalebb. O armador é o cestinha macedônio com 20,6 pontos por jogo. Outra chave para a Lituânia derrotar a Macedônia é o bom desempenho de Rimantas Kaukenas. O jogador tem média de 11,8.

FRANÇA X GRÉCIA
Outro jogo que promete muita emoção é França e Grécia. As duas seleções chegaram bem cotadas para a disputa das vagas em Londres, mas apenas uma delas seguirá após o duelo desta quarta-feira. E a julgar pela campanha, os franceses são favoritos.

Assim como a Rússia, a França poderia entrar com 100% de aproveitamento na fase quartas de final. No entanto, a derrota para a Espanha (com Joakim Noah e Tony Parker poupados) tirou a invencibilidade da equipe. Os gregos amargaram derrotas para russos e macedônios para ficar com a terceira posição no grupo F.

Tony Parker voltou a viver um bom momento e tem comandado os franceses. O armador do San Antonio Spurs tem média de 22,1 pontos por jogo. Entre os gregos o destaque é Antonios Fotsis com 11,5 por partida.

Brasil derrota República Dominicana e garante vaga em Londres


Brasileiros celebram fim do jejum de 16 anos sem Olimpíadas (AFP)

O basquete masculino do Brasil está de volta aos Jogos Olímpicos! Após 16 anos e 14 dias, a Seleção Brasileira, com a vitória de 83 a 76 sobre a República Dominicana, se classificou às Olimpíadas, em Londres, no ano que vem. O time de Rubén Magnano decide o título do Pré-Olímpico das Américas amanhã, contra a Argentina, que bateu Porto Rico por dois pontos na outra semifinal.

A República Dominicana, responsável pela única derrota brasileira no torneio até o momento, já tinha vaga garantida no Pré-Olímpico Mundial, a ser disputado no ano que vem. Além dela, a Venezuela, bem como Porto Rico, serão os outros representantes do continente americano na disputa.

A última vez que o Brasil havia se classificado aos Jogos Olímpicos foi em 27 de agosto de 1995, exatamente na Argentina, no Pré-Olímpico daquele ano. O Brasil, que havia perdido para os donos da casa na semifinal, derrotou o Canadá na disputa pelo terceiro lugar e carimbou a passagem para Atlanta. Londres será a 14ª participação brasileira em Olimpíadas.

Em um jogo nervoso do início ao fim, o Brasil sofreu, mas conseguiu vencer os três primeiros quartos por pouco e empatar o último. Prova do sofrimento da equipe brasileira frente à forte seleção dominicana foram os dois atletas Rafael Hettsheimer e Guilherme Giovannoni, excluídos da partida com cinco faltas. Marquinhos e Tiago Splitter terminaram com quatro.

(foto José Jiménéz © PHOTO FIBA AMERICAS)
Com cinco cestas de três pontos, o cestinha brasileiro foi Marcelinho Machado, com 20 pontos, além de ter distribuído quatro assistências. Logo atrás veio Marcelinho Huertas, com 19 pontos e sete assistências. Hettsheimer também pontuou em duplos-dígitos, com 14 pontos e mais oito rebotes. Pela Dominicana, a dupla de garrafão Al Horford e Jack Martinez foi o destaque, com 18 pontos cada.

O primeiro tempo foi de grande nervosismo de ambas as equipes, pressionadas pelo resultado. O Brasil se mostrou sensivelmente melhor no primeiro quarto, que contou com baixa pontuação. Ao fim, com um lance livre de Hettsheimer, o Brasil conseguiu terminar à frente por 18 a 17.

No segundo quarto, os dominicanos, contando com seus pivôs, chegou a passar à frente no marcador, mas o Brasil, com cestas de três de Marcelinho e Marquinhos, retomou a ponta. O ala do Flamengo, inclusive, fez a última cesta do quarto, que teve vitória brasileira por 21 a 19, deixando o marcador em 39 a 36 na ida aos vestiários.

Foi no terceiro quarto que o Brasil mostrou seu maior domínio na partida. Com a grande apresentação coletiva, a equipe foi capaz de abrir, em certos momentos, a confortável vantagem na casa dos dez pontos. Com Splitter sendo poupado para o último quarto - acumulava três faltas -, Hettsheimer foi o destaque do Brasil no período, encarando a perigosa dupla de garrafão dominicana. Pesou para os caribenhos o fato de seus atletas de perímetros não conseguirem superar o forte perímetro brasileiro, especialmente os bons marcadores Alex e Marquinhos.

(foto José Jiménéz © PHOTO FIBA AMERICAS)
No último quarto, no qual o Brasil começou com a vantagem de sete pontos, a República Dominicana teve de correr atrás. Com uma apresentação monstruosa de Martinez no quarto, a classificação brasileira se viu ameaçada em alguns momentos, inclusive quando os dominicanos perdiam por apenas quatro pontos, nos minutos finais. Hettsheimer e Giovannoni, na tentativa de parar Martinez, cometeram a quinta falta. Mas o Brasil, comandado pelo inspirado Huertas, conseguiu gastar o relógio nos minutos finais e garantir a vantagem na linha do lance livre.

Amanhã, às 21h15, o Brasil enfrenta os donos da casa, para a decisão da medalha de ouro do torneio. Em caso de vitória brasileira, será o sétimo título brasileiro da Copa América, entre Pré-Olímpico e Pré-Mundial. Se os "hermanos" vencerem, será apenas a segunda medalha de ouro do país em Copas América. A disputa da medalha de bronze acontece mais cedo, às 19h, entre Porto Rico e República Dominicana.

O que o Brasil precisa corrigir para superar os dominicanos e conseguir vaga em Londres

O dia para o basquete brasileiro quebrar o jejum de participação em Jogos Olímpicos chegou. Após 15 anos de ausência no principal evento esportivo do planeta, o time que já foi bicampeão mundial pode retornar para a elite do esporte. Para isso, precisa vencer neste sábado às 19h de Brasília a República Dominicana pelo Pré-Olímpico de Mar Del Plata.

O Brasil à semifinal chega embalado. Após as vitórias sobre Argentina e Porto Rico, o time comandado pelo treinador Ruben Magnano fechou a segunda fase com a melhor campanha entre todas as equipes na disputa. A seleção brasileira venceu sete dos oito jogos que fez em Mar Del Plata.

Na disputa da vaga na final e consequentemente o passaporte para Londres 2012, o Brasil terá pela frente justamente o único rival que foi capaz de superá-lo. O time dominicano venceu o confronto com os brasileiros por 79 a 74 ainda na primeira fase.

Veja o que o Brasil precisa apagar daquele duelo para conseguir a vaga olímpica

ERROS DE MARCELINHO HUERTAS
Para vencer a República Dominicana neste sábado, o Brasil precisará da atuação inspirada do armador Marcelinho Huertas, algo que não aconteceu no primeiro encontro. O jogador recém contratado pelo Barcelona abusou dos erros e foi o destaque negativo na derrota por 79 a 74.

Responsável pela armação das jogadas brasileiras, Huertas é o jogador que passa mais tempo com a bola nas mãos. No entanto, o jogador entregou aos dominicanos muitos dos ataques do Brasil. Foram dez erros cometidos pelo atleta. Número mais alto cometido por ele na competição.

Para se ter uma dimensão do número elevado, Huertas cometeu dez erros e todos os outros jogadores brasileiros somados perderam cinco posses de bola (nenhum deles duas vezes). Os dominicanos também perderam 15 jogadas por erros. Jack Michael Martinez foi quem mais se embaralhou com a bola: quatro vezes.

BOM DESEMPENHO DE AL HORFORD
Al Horford mostrou na partida contra o Brasil por que é um dos principais jogadores do Pré-Olímpico das Américas. O jogador do Atlanta Hawks foi decisivo para o time dominicano no único revés brasileiro na competição que classifica duas equipes para os Jogos Olímpicos de Londres 2012.

O time comandado pro Magnano sofreu com o poder ofensivo de Horford. O jogador foi o cestinha da partida. Foram 22 pontos para o pivô. O atleta dominicano foi bastante ativo na partida. Ele arremessou 21 vezes contra a tabela brasileira e ainda colaborou com cinco rebotes.

O foco ofensivo dos dominicanos deve ser Horford novamente. O jogador é o cestinha da equipe com 18,6 pontos de média no torneio. Ele é o terceiro colocado entre os cestinhas em Mar Del Plata.

FORÇAR ARREMESSOS DE LONGA DISTÂNCIA
O Brasil tem bons jogadores para conseguir arremessos de três pontos e esse pode ser um fator decisivo para a conquista da vaga para Londres. No entanto, se o time comandado por Magnano repetir o pobre desempenho que teve no primeiro embate contra os dominicanos a situação ficará complicada.

O Brasil é a equipe que tem a maior média de acerto em bolas de três pontos. São 8,9 por partida neste Pré-Olímpico de Mar Del Plata. Em aproveitamento, o time é o terceiro (40,3%). Contudo, os dominicanos limitaram os brasileiros a apenas 23% no primeiro confronto. Foram 22 tiros e apenas cinco bolas convertidas.

Quem mais errou foi Guilherme Giovannoni. O ala-pivô do Brasília mandou para fora da cesta todos os cinco arremessos. Alex Garcia também não conseguiu ser produtivo: quatro chutes e todos sem direção.

LIBERDADE PARA FRANCISCO GARCIA ARREMESSAR
Se o Brasil não conseguiu um bom desempenho nos tiros longos, o mesmo não se pode dizer da República Dominicana no confronto entre ambos. Comandado por Francisco Garcia, o time dominicano conseguiu fazer uma boa partida nos arremessos de três pontos.

Foram oito acertos em 13 tentativas (61%) dos dominicanos em arremessos de trás da linha dos três. A equipe ficou acima das suas médias de acerto (6,8) e também de aproveitamento (31,2%).

O grande responsável foi o ala Garcia. O jogador converteu quatro das suas cinco tentativas de arremessos de três pontos. Doze dos 14 tentos anotados por ele vieram neste tipo de arremesso.

Brasil passa fácil por Porto Rico e termina quartas-de-final na liderança

(foto Marcelo Endelli © PHOTO FIBA AMERICAS)
O Brasil fechou sua participação nas quartas-de-final do Pré-Olímpico das Américas com uma sonora vitória sobre Porto Rico, por 94 a 72, e confirmou a primeira colocação geral nesta fase. A Seleção não encontrou dificuldade alguma durante o jogo, podendo poupar seus titulares no último quarto. Com campanha de seis vitórias e apenas uma derrota, o Brasil termina em primeiro lugar e se prepara para enfrentar a República Dominicana na semifinal, a ser realizada no sábado.

Marquinhos foi o cestinha da partida, registrando 18 pontos. Tiago Splitter veio logo atrás, com 17, e Vítor Benite marcou 11. Guilherme Giovannoni também pontuou em duplos-dígitos, anotando dez pontos. Por Porto Rico, se destacaram Angel Alamo e Renaldo Balkman, com 15 pontos cada.

Agora, o Brasil precisa de apenas uma vitória e para se classificar aos Jgos Olímpicos de Londres. Se acontecer, será a primeira vez que a seleção masculina joga uma Olimpíada desde 1996. O adversário de sábado foi o responsável pela única derrota brasileira no torneio (relembre clicando aqui), ainda na primeira fase.

A decisiva partida que definirá o destino da Seleção Brasileira na corrida por Londres acontece às 21h15 do sábado, na seqüencia da partida entre Argentina e Porto Rico, que definirá o outro classificado direto à Olimpíada.

O jogo

O primeiro tempo foi um verdadeiro passeio brasileiro. Com domínio absoluto, a Seleção não teve problemas para abrir uma enorme vantagem, jogando bem na defesa e no ataque. Após um início equilibrado, o forte ritmo ofensivo da equipe de Magnano, pautado pelos contra-ataques rápidos, fez com que o Brasil alcançasse uma confortável vantagem. Após dez minutos jogados, o placar apontava 29 a 15 para o Brasil.

No segundo quarto, fazendo a usual mescla entre reservas e titulares, o Brasil conseguiu ampliar sua vantagem, mas viu Porto Rico equilibrar as ações. Os alas brasileiros, principais armas do time, calibraram os arremessos de três no quarto e a defesa conseguiu conter Carlos Arroyo e José Juan Barea, dupla de armadores da NBA do time portorriquenho. Outro jogador da liga americana, Balkman, protagonizou um discussão com seu treinador, Flor Melendez. Ele foi sacado antes do fim do quarto e, ainda batendo boca com o técnico, não retornou à quadra. Fazendo 18 a 15 no segundo período, o Brasil conseguiu ir para os vestiários com a vantagem de 17 pontos, 47 a 30 apontava o placar.

Ao contrário do que se poderia pensar, o Brasil não tirou o pé no terceiro quarto e conseguiu nova imponente vitória, registrando 30 a 19 no período. Contribuiu para isso a própria seleção de Porto Rico, que não demonstrou muito interesse em recuperar-se na partida, preferindo poupar-se para a partida de sábado. Ao fim do quarto, o placar anotava 77 a 49 para os brasileiros, já definindo os rumos da partida.

Com o jogo encaminhado, o último quarto, vencido pelos portorriquenhos por 23 a 17, contou com a presença da maioria dos reservas de ambos os times e uma baixa disputa até o apito final.

Heróico, Brasil surpreende e derrota a Argentina

(foto José Jiménéz © PHOTO FIBA AMERICAS)

Surpreendendo a todos, o Brasil enfrentou a dona da casa, Argentina, e conseguiu uma vitória por 73 a 71, ficando agora a uma vitória apenas, no sábado, de se classificar aos Jogos Olímpicos de Londres. Os dois times já entraram em quadra classificados à fase de semifinal.

O grande destaque da Seleção foi o pivô Rafael Hettsheimer, dono de 19 pontos, oito rebotes, dois roubos essenciais e um toco. O pivô mostrou personalidade desde o primeiro tempo, substituindo Tiago Splitter, que teve problemas de falta.

Além dele, Marcelinho Huertas, Guilherme Giovannoni e Marquinhos também pontuaram em duplos-dígitos, com 17, 13 e 12 pontos cada, respectivamente. Pela Argentina, o grande destaque foi Luis Scola, que registrou um duplo-duplo, com 24 pontos e 11 rebotes.

Agora, o Brasil tem a campanha de cinco vitórias e apenas uma derrota, idêntica à da Argentina. Ainda na dependência de outros resultados, o Brasil pode terminar as quartas-de-final na liderança, evitando, assim, um novo confronto contra os "hermanos" antes da final, no domingo. Se chegar até lá, o Brasil já estará com a vaga em Londres assegurada.

Amanhã a Seleção enfrenta Porto Rico, um provável adversário para a semifinal, às 20h30. A Argentina, por sua vez, enfrenta a República Dominicana, às 18h.

O jogo

O primeiro quarto foi de muitos erros de ambas as equipes. Logo na bola ao alto, Andrés Nocioni torceu forte o tornozelo direito e deixou a partida. O time brasileiro começou jogando melhor, mas sempre com a Argentina em curta distância de pontos. Entre faltas de ataque e erros de arremessos, o Brasil conseguiu terminar o período com a vantagem de 19 a 17 no placar.

Aproveitando-se do mau momento dos argentinos nos arremessos, o Brasil começou o segundo quarto ampliando sua vantagem para 23 a 17. Os portenhos executaram muitos arremessos de quadra nos primeiros cinco minutos, mas a bola insistia em não cair. Na seqüência, em um jogo corrido e sem faltas, os dois times passaram a arremessar mais, porém, a bola passou a não cair de forma alguma.

Hettsheimer, um leão na partida, pega um de seus rebotes (foto José Jiménéz © PHOTO FIBA AMERICAS)
Nos minutos finais, empurrada por sua torcida, a Argentina conseguiu passar à frente pela primeira vez desde o primeiro quarto, quando chegou a 26 a 25 com lances livres de Scola. Os insistentes erros de arremesso continuaram e o quarto terminou com o baixo placar de 11 a 8 para os donos da casa, 28 a 27 na soma dos dois períodos.

O Brasil começou o segundo tempo de maneira fulminante. Aplicando uma forte defesa, os brasileiros fizeram 13 a 4 nos primeiros quatro minutos do período, com uma bela apresentação de Hettsheimer. Além de acertar bons arremessos no ataque, ele conseguiu duas roubadas de bola que resultaram em quatro pontos de contra-ataque. A vantagem brasileira chegou à casa dos dez pontos.

Hettsheimer continuou fazendo a diferença na segunda metade do quarto. Sem Splitter desde o primeiro minuto de jogo, o pivô impôs sua presença no garrafão, tanto no ataque, quanto na defesa. Ele terminou o quarto com 13 pontos. Ao fim do período, o Brasil passou à frente, com 53 a 47 no marcador.

A partir daí, começou a perseguição "gato e rato" da Argentina. Jogando de maneira inteligente, o Brasil conseguiu pontuar e, também, manter a calma quando a Argentina pontuava. Hettsheimer e Huertas continuavam fazendo cestas em momentos chave, que freavam as reações argentinas. Scola, cestinha da partida com 24 pontos, cometeu a quinta falta e foi excluído da partida com menos de dois minutos para o fim. No minuto final, os dois times trocaram bolas de três, que deixaram o placar em 66 a 64. Mas o Brasil, competente na linha do lance livre, conseguiu garantir a vitória nos segundos finais.

Para Splitter, time argentino joga como uma ópera

Splitter (de branco) briga pela posse de bola (Divulgação)

Tiago Splitter está encantado com o basquete apresentado pela Argentina até o momento no Pré-Olímpico de Mar Del Plata. O pivô brasileiro que joga no San Antonio Spurs comparou o estilo de jogo do rival do Brasil nesta quarta-feira a um espetáculo de ópera.

Top 5: O que o Brasil precisa fazer para bater a Argentina no Pré-Olímpico

O Brasil terá na noite desta quarta-feira o rival mais complicado na briga por uma das duas vagas olímpicas. O time comandado por Ruben Magnano irá jogar contra a Argentina às 18h de Brasília pelo Pré-Olímpico realizado em Mar Del Plata.

A Argentina está invicta na competição continental. A "geração de ouro", como tem sido chamada pela torcida, venceu todas as seis partidas que fez no Pré-Olímpico. Apenas Porto Rico conseguiu criar dificuldades para os argentinos. No entanto, os anfitriões venceram por 81 a 74.

Para conquistar uma das duas vagas nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, os argentinos contam com força máxima. Manu Ginobili, Carlos Delfino, Andres Nocioni, Luis Scola e Fabricio Oberto (todos da NBA) fazem parte do elenco. Os experientes armadores Pablo Prigioni e Pepe Sanchez também estão dando sua colaboração.

No entanto, o time argentino não é imbatível. Como disse o treinador argentino Ruben Magnano que comanda o Brasil, "a Argentina não é o Dream Team". Mesmo sendo favoritos, os hermanos podem ser superados.

Confira cinco formas de parar os argentinos

LIMITAR SCOLA E GINOBILI
Se o Brasil quiser complicar a vida da Argentina na partida desta quarta-feira, o bom trabalho defensivo será fundamental. E a defesa brasileira deve concentrar seus esforços nos dois principais nomes do time argentino. Luis Scola e Manu Ginobili têm confirmado a condição de melhores jogadores da equipe.

Scola é o cestinha do time na competição. O ala-pivô tem média de 17,7 pontos nas seis partidas que disputou no Pré-Olímpico. Apenas Al Horford da República Dominicana e Vasquez Rodrigues da Venezuela fizeram mais pontos do que o argentino. O craque do Houston Rockets tem o ótimo aproveitamento de 53,8% de acerto nos arremessos tentados.

Se Scola é o jogador que mais tem colaborado com pontos, Ginobili é o que possui a melhor condição técnica. Além de ser o sexto que mais anotou pontos no campeonato (16,0), o craque do San Antonio Spurs ainda aparece destacadamente nas estatísticas de aproveitamento de lance livre e dos tiros de três pontos.

MARCAÇÃO NOS TIROS LONGOS
Outra chave para a vitória brasileira contra os argentinos em Mar Del Plata será a boa marcação nos arremessos de longa distância. A Argentina possui três jogadores entre os dez que mais acertaram bolas de três pontos.

O armador Pablo Prigioni já conseguiu acertas 15 bolas de trás da linha dos três. Ele divide a primeira colocação nesta estatística com o dominicano Francisco Garcia. Andrés Nocioni é o terceiro com 13 acertos. O outro argentino que aparece na lista dos dez melhores é Manu Ginobili. O jogador já cravou 12 tiros de longa distância. É o sétimo melhor.

No aproveitamento dos tiros, os argentinos também possuem três entre os melhores. Prigioni conseguiu 15 acertos em 22 tentativas (68,2%) para ser o melhor do Pré-Olímpico até o momento. Nocioni é quarto (52%) e Ginobili é o décimo (44,4%).

Com isso, a Argentina lidera as estatísticas dos arremessos longos. Os anfitriões do torneio possuem média de 9,2 tiros certeiros de três pontos e ocupa a primeira posição. Em média de acerto das tentativas, os argentinos também ocupam o primeiro lugar com 43,3%.

CUIDADO NA ARMAÇÃO DAS JOGADAS
Os armadores brasileiros terão uma missão complicada pela frente nesta quarta-feira. Marcelinho Huertas, Marcelinho Machado, Alex Garcia, Vitor Benite e Marquinhos Souza - jogadores que passam mais tempo com a bola nas mãos - encontrarão uma defesa bastante agressiva.

A Argentina conseguiu 61 roubadas de bola até o momento na competição. A equipe é a que mais conseguiu tomar bola dos adversários. O Brasil, mesmo com a melhora na defesa, conseguiu apenas 39. Porto Rico bateu a carteira dos rivais em 45 oportunidades. Já a República Dominicana realizou 40.

Ginobili é o argentino que mais vezes conseguiu bater a carteira dos adversários. Foram 11 roubadas de bola para o jogador do San Antonio. Outro destaque neste fundamento é Carlos Delfino. O atleta do Milwaukee Bucks tomou a bola dos rivais em dez jogadas.

SUCESSO NO JOGO COLETIVO
Se a Argentina veio para o Pré-Olímpico com força máxima, o mesmo não se pode dizer do Brasil. O time comandado pelo treinador Ruben Magnano não conta com três de seus quatro jogadores na NBA. Sem Nenê Hilário, Leandrinho Barbosa e Anderson Varejão, o time brasileiro tem feito uma divisão nos papéis de protagonismo.

O Brasil não tem ninguém na lista dos dez jogadores que mais anotaram pontos. O time brasileiro possui apenas três jogadores com média acima de dez pontos por partida. No entanto, a equipe já chegou a ter o quinteto titular com médias de dois dígitos em pontuação.

Atualmente, o time brasileiro tem como principal pontuador o ala-pivô Guilherme Giovannoni com 12,8 pontos. Marcelinho Huertas (10,7) e Alex Garcia (10,3) aparecem na sequência. No entanto, outros cinco possuem desempenho bem próximo aos dez pontos de média por jogo.

ATUAÇÃO INSPIRADA DE TIAGO SPLITTER
Com as ausências de Nenê Hilário, Leandrinho Barbosa e Anderson Varejão o Brasil ficou com apenas um jogador da NBA em seu elenco. Único brasileiro no basquete norte-americano, Tiago Spliiter apareceu como possível principal nome da equipe que busca quebrar um jejum de 16 anos sem participação nos Jogos Olímpicos. Algo que não aconteceu até o momento.

Splitter ainda não conseguiu fazer uma grande partida no Pré-Olímpico de Mar Del Plata. O pivô do San Antonio Spurs é apenas o quarto do grupo brasileiro que mais colabora anotando pontos: 9,0 de média por partida.

Na briga dentro do garrafão, Splitter tem conseguido ter destaque. O jogador tem média de 7,5 rebotes por partida. O pivô é o quinto nesta estatística.