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Lance Livre Entrevista: Rinaldo Rodrigues, presidente da Liga Sorocabana

O NBB terá um número recorde de participantes na próxima temporada. Serão 16 times no total. Entre eles, um novato: A Liga Sorocabana de Basquete. Presidida e dirigada em quadra por Rinaldo Rodrigues (acumula as funções de presidente e treinador), a equipe tentará ser "o caçula atrevido" na quarta edição do campeonato.

Após 14 anos de trabalho, a Liga Sorocabana finalmente atingiu a maior competição nacional. Criada em 1997, a equipe disputará o NBB pela primeira vez na temporada 2011/12. O time quer aproveitar o "momento mágico" vivido pelo basquete brasileiro após a classificação para os Jogos Olímpicos de Londres 2012 para consolidar-se no cenário nacional e também para contribuir com o desenvolvimento da modalidade.

Confira o bate bola que o presidente da LSB fez com o Lance Livre

Como você vê a situação atual do basquete brasileiro e como enxerga a Liga Sorocabana neste cenário?
Vejo que o basquete brasileiro passa por um momento mágico. É o momento de buscar o respeito. A LSB chegou no campeonato nesse grande momento olímpico do esporte, então estamos no lugar certo pelo trabalho de 14 anos e na hora certa. Isso é fruto de muito trabalho. Sorocaba está abraçando o basquete de volta.

O NBB está indo para a sua quarta edição e a cada temporada consolida as competições nacionais. O que falta ao campeonato para atingir o grande público?
Acredito que o que faltava era a decolagem da Seleção Brasileira. Hoje o Brasil tem ídolos como Huertas, Rafael Luz que saíram da nossa região. Marquinhos, Guilherme Giovannoni... Todos esportes não funcionam sem ídolos e hoje esses nomes estão na boca do povo. Iremos trazer o publico de volta. Por exemplo: em Sorocaba todos querem ver Marcelo Machado, Guilherme, Alex Garcia em nosso ginásio.




A classificação da seleção brasileira para os Jogos Olímpicos de Londres pode alavancar um novo crescimento do basquete no país? 
Temos que saber aproveitar esse momento mágico e não descer mais.


O basquete rivalizou com o vôlei por muito tempo pelo segundo lugar entre os esportes favoritos dos brasileiros. Atualmente, a Superliga e os jogos da seleção de vôlei passam na televisão aberta. Tal fato que não acontece com o basquete. Como fazer para recuperar esse espaço?
Recuperar o espaço não sei, mas sim conquistar o nosso. O espaço de quem ama basquete, esse esporte maravilhoso. O esporte precisa de ídolos e hoje temos alguns brasileiros e até argentinos.


A Liga Sorocabana foi confirmada no NBB ao lado de outras 11 equipes. Times tradicionais e que também disputaram o último campeonato tiveram que esperar. Como foi apresentado o projeto da sua equipe e como o processo se desenvolveu?
Mostramos muito trabalho para administração da NBB. Muitos sonhos de poder colaborar com o crescimento do esporte. O NBB quer isto, projetos concretos. Chegamos para aprender com eles e poder ajudar a reerguer o basquete. Acredito que falta pouco para isso.

Como foi receber a notícia de que o projeto para colocar Sorocaba na disputa nacional estava finalmente concretizado?
Se eu falar para você, que até hoje não caiu a ficha... Aos pouquinhos estamos vendo dia a dia, porque o trabalho aumentou muito. É um momento de reflexão de tudo que passamos desde o primeiro patrocínio até hoje. É muita emoção e divido com todos que estiveram nesses 14 anos no projeto.





Em entrevista ao Tem Esporte no começo de setembro, você comentou sobre a busca por novos patrocinadores. Como está a aproximação com novos parceiros?
Há um esforço muito grande da cidade. Quando há esforço sempre acontece algo. A LSB não quer ser mais uma equipe na NBB. Ela tem sonhos de ser grande em breve. Pode ser uma grande experiência de muitas alegrias para Sorocaba que hoje não tem nenhum esporte disputando uma competição dessa grandeza.

Como você projeta a participação de sua equipe na estreia no NBB? Em que faixa da tabela você prevê a briga da Liga Sorocabana?
É difícil prever alguma coisa. Podemos ser aquele caçula atrevido cheio de vontade... Esperamos apenas isso da nossa equipe. Iremos amadurecer dentro do campeonato.

A equipe tem feito uma campanha regular no Campeonato Paulista. Há possibilidade de reforços para o NBB?
Teremos três reforços e não vamos ter os problemas que tivemos no começo do Campeonato Paulista. Foram contusões e o visto do nosso norte-americano. Hoje está tudo no caminho certo.

A estreia da Liga Sorocabana acontece no dia 19 de novembro contra o Vila Velha em Sorocaba. Como estão os preparativos? Já há algo planejado para chamar a torcida?
Iremos preparar muitas promoções nos jogos para deixar nossa torcida sempre contente. Estamos conversando com alguns reforços para ver se encaixa na filosofia da LSB de imediato. Um auxiliar técnico para ser o futuro técnico também,

Você acumula duas funções. É presidente e também treinador da equipe. Qual a diferença do Rinaldo do escritório para o Rinaldo do banco de reservas? Qual dá mais dor de cabeça?
Quando você trabalha com metas, objetivos,  e sonhos não existe cansaço. Ainda mais agora. Sou um cara abençoado, pois em um momento estou de presidente e de repente estou de bermuda dando treino. A maior dor de cabeça é a de fazer o atleta entender que aqui foi tudo conseguido com muito esforço. Não tem outro caminho e é isso que cobramos deles e às vezes eles não aceitam.

E os jogadores? Como lidam com isso?
Eles às vezes ficam confusos e demoram a entender. Um dia tivemos uma pequena crise aqui e meu fisioterapeuta me disse que eu precisava ser técnico estava agindo só como presidente Tive que concordar e procurar melhorar.

Como é a sua preparação para os jogos?
Procuro não falar com ninguém e ficar focado no jogo que vai acontecer. Pensar nos pontos fortes e fracos do adversário, conversar com os atletas. Quando os jogos são em dia de semana fica mais difícil, mas sempre há uma habilidade e uma ajuda da família. Uma frase que eu procuro usar: "somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter".

Lance Livre Entrevista: Olivinha

Olivinha tenta cesta para o Pinheiros (Divulgação)
O Pinheiros bateu na trave na temporada passada. A equipe brigou na parte de cima da tabelas, mas acabou ficando sem títulos. Contudo, a falta de conquistas não foi capaz de tirar o ânimo de Carlos Olivinha. O jogador planeja um bom futuro para a equipe paulista nos próximos campeonatos e almeja um lugar na seleção brasileira.

Olivinha foi o principal reboteiro do último NBB. O jogador liderou a estatística com folga e comandou o Pinheiros ao terceiro lugar no campeonato nacional. Mas o pivô quer mais. Em entrevista ao Lance Livre, ele elogiou a estrutura da equipe e a colocou entre as favoritas para a próxima temporada do basquete brasileiro.

Olivinha também fez uma análise da situação do basquete brasileiro. O jogador acredita no fortalecimento da liga nacional e pediu para que as equipes busquem maneiras de contar com atletas como Leandrinho Barbosa que assinou com o Flamengo. O pivô também elogiou a seleção brasileira e o trabalho feito pelo treinador Ruben Magnano e afirma que espera por uma oportunidade na equipe.

Confira o bate bola de Olivinha com o Lance Livre

Pivô coloca Pinheiros entre as equipes favoritas para 2011/12 (Divulgação)
Como você vê a situação do basquete brasileiro?
Vejo o basquete brasileiro em um bom momento. Crescendo bastante, com uma liga que esta ficando cada vez mais forte e atraindo cada vez mais a atenção do publico e da mídia. Então acho que o basquete esta começando a se reestruturar e espero que possa voltar à posição de segundo esporte favorito no Brasil.

O NBB está indo para a sua quarta temporada e 12 equipes já estão confirmadas. Você acredita que as equipes conseguindo se manter por algumas temporadas é o caminho para a reestruturação do basquete brasileiro?
Sem dúvida nenhuma. É bastante importante a continuidade das equipes para termos um campeonato forte, para conseguirmos identidade com a cidade das equipes. É importante também a chegada de mais equipes. Isso proporciona mais jogadores empregados, mais equipes disputando o campeonato. Isso só faz com que o campeonato cresça e a visibilidade do esporte cresça também.

Quem serão os favoritos para o próximo campeonato na sua visão?
Acho que Brasília, Pinheiros, Flamengo, Franca, Limeira. Essa temporada tem bastante equipes com chance de titulo e com um bom elenco. Resta saber como vai ser dentro de quadra.

Olivinha em ação com a camisa do Pinheiros (Divulgação)
Como você vê a estrutura oferecida pelo Pinheiros e o planejamento da equipe para o próximo ano?
Estrutura fenomenal do Pinheiros. O clube oferece ao atleta tudo do bom e do melhor, não falta nada. Aqui no Brasil, o único clube que chega perto do Pinheiros é o Minas. Nossa equipe foi montada para ir atrás de títulos. No ano passado batemos na trave em todos os campeonatos que disputamos e esse ano temos um elenco muito bom, com condição de brigar de igual para igual com todo mundo.

Você acredita que o Pinheiros e outras equipes brasileiras deveriam buscar parceiros para atrair jogadores da NBA durante o locaute, como o Flamengo fez com o Leandrinho?
Acho que sim. Seria um atrativo a mais para o campeonato. Jogadores como esses chamam bastante atenção da imprensa e de empresas que podem investir na imagem desses atletas. Seria muito bom para liga.

Você fez uma boa temporada passada e chegou a estar entre os mais votados para o prêmio de craque da galera. Você planeja um campeonato ainda melhor em 2011/12?
Com certeza. Planejo trabalhar cada vez mais dur, para estar novamente entre os indicados ao prêmio, mas o mais importante é trabalhar para ajudar o Pinheiros a conquistar títulos.

Olivinha foi o jogador que mais pegou rebotes na última temporada do NBB (Divulgação)




Você acredita que tem espaço para atuar na seleção brasileira?
A seleção brasileira é o sonho de qualquer jogador e eu trabalho sempre pensando nisso. Seria o maior orgulho estar representando o país. Vou continuar fazendo o meu trabalho e torcendo para que o meu nome seja lembrado na próxima convocação.

Como você viu o desempenho da seleção brasileira no Pré-Olímpico de Mar Del Plata?
A seleção fez um excelente Pré-olímpico. Está cada vez mais com a cara do Magnano. Ele esta implantando a filosofia dele e a equipe esta correspondendo dentro de quadra, fazendo uma defesa forte, com uma boa rotação ofensiva.

Ter um treinador argentino e a tentativa de naturalização de jogadores é um bom caminho para a volta da seleção aos jogos olímpicos?
Creio que se for pra melhorar, vale tudo. O Magnano tem um currículo invejável e sabe o caminho das pedras. Está fazendo um trabalho excelente à frente da seleção, então acho que é um bom caminho. E não vejo problemas na naturalização.

Quem são os seus ídolos no esporte e também no basquete?
Meu irmão Olivia que foi quem me incentivou a jogar. Gostava de ver bastante o Dennis Rodman. A energia que ele colocava no jogo e o tempo de rebote que ele tinha eram incríveis.

O que te inspira antes de uma partida?
Gosto bastante de escutar musica antes do jogo, um rock bem alto pra entrar bem elétrico no jogo, com bastante energia.